terça-feira, 30 de dezembro de 2008

LIÇÕES QUE O MAR ENSINA

Ao vê-lo pela primeira vez a sensação pode ser um misto de surpresa por conta do tamanho e alegria por se tratar de um contato inédito com tal graça de Deus e dádiva da natureza. Mas quem se arrisca a entrar em algo desconhecido? Qual o melhor momento para decisão tão importante?

A alegria muda de lado. O novo chega a assustar a cada passo dado. Sabendo que não é tão fácil assim, o jeito é fechar os olhos respirar fundo e deixar a água salina molhar os pés. Que se gelam. Ou melhor, que inicia o gelo interno, que faz a espinha dorsal se contorcer toda. Mas é necessário continuar.

Passos lentos na água fria. E a cada passo dado, a areia se distancia. A cadeira fica mais longe. Voltar atrás significa desistir do novo e voltar ao que se conhece. Dúvida cruel? Dúvida boa de sentir.

A canela está coberta. Os pêlos arrepiados. Já se pode fazer o ritual de colocar as mãos na água e molhar-se. Sentir os pingos tocarem o peito e as costas. Cria-se a vontade de sair imediatamente e correr para dentro da toalha.

Não. Seguir, continuar e ver no que dá. É isso. Ver no que dá. Se for bom, ótimo. Se for ruim... Não será ruim.

Já não se vê com nitidez as coxas. A roupa de baixo está completamente molhada. O princípio da desistência ganha forma de enfrentamento. Pode-se sentir a calmaria das águas. O que antecipa outra novidade. A onda.

O quebrar da onda aumenta o nível da água que por agora, atinge a barriga. A primeira onda não se esquece. Passou pelo corpo como se ele fosse transpassável, invisível. Como se nada pudesse desestabilizar a base sólida criada.

Agora não há mais volta. Pés, pernas, cintura, peito e costas molhados. Cresce a ânsia para desbravar a imensidão, o oceano.

Uma onda que passa é um pulo que se dá. Outra onda que chega, mais um pulo é dado. E assim os minutos se passam e a vontade de se molhar por inteiro aumenta gradativamente.

Só é possível ver cabeça. Braços e pernas balançam por debaixo da água. É inevitável dar o ‘último passo’. Tudo o que deveria acontecer para evitar tal decisão, já se foi. Agora: é mergulhar de cabeça. Enfrentar o que há de vir; desbravar de vez as profundezas; prender a respiração e finalmente, banhar-se por inteiro, por completo, sem se arrepender depois de como os cabelos vão ficar, de como o rosto vai ficar.

O oceano é como a vida. Não adianta a água molhar os pés, é preciso mergulhar de cabeça, enfrentando medos, dificuldades. Só assim, saberás o que há de verdade no fundo desse mar. Talvez o tesouro escondido esteja justamente escondido por entre algas e mariscos. Por não acreditar nisto, perde-se a chance de ser feliz.

FELIZ 2009!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

A BALANÇA

Pode um ano com 365 dias ser bom e ruim? Pode. Ao pesarmos os acontecimentos positivos e negativos, cada um encontrará uma resposta mais científica para tal avaliação.

Avaliar o ano que passou depende muito do ponto de vista, depende de como cada fato necessariamente afetou ou não sua vida, sua rotina, seus pensamentos, suas emoções.

Confesso que este ano não "passou num piscar de olhos" como já ouvi por aí quando alguém diz "nossa, já é Natal!". Acredito que tenha sido o ano em que fui feliz e fiquei triste e no resumo da ópera, felicidade e tristeza se misturam. Uma foi sucumbida pela outra. Uma se perdeu, a outra está presente. Uma não aguentou, a outra perdura.

Ninguém aqui precisa saber como foi literalmente o ano do tal blogueiro. Aqui não é lugar para exposição de vida particular. Se bem que em todos os meus posts, há muito de mim. Muito do que eu penso, muito do que sou e muito do que desejo a todos.

Por meio deste blog, revi amigos, fiz novos amigos, oportunidades bateram em minha porta. Por meio deste blog, pude externar o que penso sobre determinados assuntos. Por meio deste blog derramo letras salinizadas.

Tudo esse ano, descobri a quem posso recorrer; quem são as pessoas que se importam comigo; que cumprem o que prometem ou que foi combinado (ou que não foi cumprido); descobri muito sobre a vida, sobre assuntos até então não-descobertos e guardados para que pudesse descobrir e lidar da melhor ou pior forma possível.

Claro que tive momentos bons. Até saí na revista. E acima de tudo, tive a chance e o privilégio de poder usufruir o que a vida nos traz e nos mostra. Mas a vida é como um trem que não tem parada. Ou você deixa o trem passar ou pula de qualquer maneira e entra, e lá dentro, tudo se ajeita.

Os que me conhecem e que leram meus posts ao longo do ano e sabem um pouco sobre mim, vão entender o que pretendi com este post.

As lições que levo deste ano para o que virá são várias, como sabedoria; tenência; cuidado, paciência; senso de oportunidade; de saber em que lugar errei e tentar consertar tal erro; e acima dos pesares, dos problemas que tive, das dificuldades mil que enfrentei, das dúvidas, incertezas e do cansaço, pude experimentar o lado bom da vida. Pude saborear o melhor que ela pode oferecer. Mas como água do mar, se foi por entre os dedos, como areia que o oceano tras, deixou em minhas mãos as mais sólidas lembranças que vou guardá-las com profundo afeto.

Deixo aqui minha profunda e eterna gratidão a vida, por ter me dado tudo o que sempre quis ter, e que não soube cultivar como deveria. Estou indo para minha décima São Silvestre e nada de ter a chance de ganhar o prêmio (novamente). Tirei a sorte grande, sabia? Sorte esta, que poucos têm a oportunidade de tê-la e que não soube ser merecedor, ou fiquei tão embasbacado a ponto de não cuidar, não confiar e não regar a semente plantada.

Fiz muitos planos este ano, junto e separado. Quase nada deu certo. Acredito que minhas insistências funcionaram em algumas ocasiões. Noutras, nada puderam fazer. Mas tenho fé que tudo o que foi bom, será ainda melhor no próximo ano. E que sinto muito por não ter podido ser o que eu mesmo queria que eu fosse.

domingo, 30 de novembro de 2008

[RE]COMEÇO - A química da vida

Dias e dias sem postar nada no blog... Achei que não tivesse mais ânimo para digitar e digitar...Mas a vida é assim: eterno [re]começar.

Não sei como será daqui para frente. O mundo gira, a roda da vida não pára. A cabeça que tudo pensa está em ebulição. Tudo o que borbulha, evapora a não ser que alguém desligue o fogo e acalme as partículas que se juntaram rumo à atmosfera.

Somos mesmo como aulas de química. Se a mistura entre elementos não for adequada, tudo pode sair errado. Mililitricamente, a dosagem certa para sermos pessoas felizes é uma medida quase impossível de se conseguir. Uma fusão ou fissão acaba com tudo. Tudo mesmo. Bagunça a ordem funcional. Desorganiza. Desbalanceia. Por isso, é que nas aulas de química, aprendemos a balacear a equação na composição de uma fórmula química somada a outra fórmula. O equilíbrio é fundamental.

Quando há este desequilíbrio, a calma, concentração e a vontade de recomeçar do ponto em que errou, é a tática do químico. Quando as ligações estão em desarmonia, descompassadas, mudando a nomenclartura, deve-se estar atento: é bem capaz de confundirmos e nomearmos erroneamente tais ligações.

A química explica muito sobre o que é viver. Pode-se viver sozinho. Mas a partir do momento em que há junção de outró elemento químico, o ganha-ganha ou perde-perde, precisa estar bem definido. As relações se baseiam no agregar valores. Mas há sim, a chance de que um elemento extermine com o outro, oxide. É o chamado inimigo químico.

E o cheiro? Gosto? Textura? Cor? Tudo isso é obra das reações da receita química. Vertendo para o mundo real, são consequências do que somos e de como nos portamos. Ser ácido é para uns, mecanismo de defesa, mas há pessoas adeptas á acidez da vida. Ser básico ou neutro, não tomar partido, talvez seja a grande generosidade que ainda falta.

Ser como molécula de água, que nutre, dá a vida, conduz energia, é como ter ganho um presente de Deus. Muitos disperdiçam tal dádiva. Muitos se esquecem que deles, depende a sorte do outro.

Os tubos de ensaio, os beckers, pipetas, enfim, mecanismos de medição, muitas das vezes não são usados em nosso cotidiano. No achômetro, achamos que tudo está às mil maravilhas. Ledo engano.

Um texto sem pé nem cabeça, mas necessário. Em época de vestibular, a química nos ajuda a entender a fórmula de como viver e viver bem [ou tentar].

Nas entrelinhas deste post, o bom entendedor compreenderá o significado do contexto geral destas palavras.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Espetacularização do sofrimento alheio

Quando assisto aos programas de televisão assistencialistas, que dão o peixe já limpo e separado em postas e servido com o melhor vinho branco existente, me pergunto: "não seria melhor dar-lhe a vara"?

Sempre digo que se houvesse boa distribuição de renda neste país, as ONGs seriam extintas. Todos teriam moradia, dinheiro para pagar uma consulta/tratamento médico, bem como suas contas e poucos seriam os chamados, devedores. Aproveitando da fraqueza da pessoa em dificuldade financeira e apostando na sensibilidade do brasileiro que de certa forma, se identifica com um determinado problema ou dilema dos participantes de tais programas de tv, os programas em questão, "ajudam" e promovem a elevação da dignidade destes cidadãos.

Escrevo isto, pois no caso Eloá a fórmula não é diferente. A mídia utilizou o fato que a cada ato falho e irresponsabilidade de terceiros que fez com que o caso ganhasse mais e mais notoriedade e volume desnecessários, abordasse da sutileza ao sensacionalismo, tal tragédia. A cada hora que passava, o protagonista gozava da fama obtida; dominava a cena; fazia sua interpretação ser reconhecida, ser objeto de estudo, de desejo. Como um bom ator, concedeu entrevista. Como boa jornalista, a entrevistadora o deixou falar, o deixou sentir-se na calçada da fama. Foi ingênua, porém perspicaz; foi amiga, porém interesseira; foi solidária, porém almejou algo em troca, e conseguiu. Ele, como uma estrela de marca maior, fez exigências assim como as bandas internacionais pedem trezentas toalhas brancas. Como a mocinha indefesa, Eloá se comportava como tal. Coadjuvante, Nayara teve seu momento solo quando as luzes voltaram para ela, enquanto o ator principal se dirigia à cochia tomar um copo com água.

A narrativa bem escrita, precisava de um desfecho a altura daquele espetáculo. Precisava ser algo impactante para não contradizer toda a peça, que teve um início arrebatador; um meio alucinante, e um final...sem precedentes.

Perfeito. Para quem gosta de finais surpreendentes, assim como eu, digno de ser indicado ao "Kikito".

Breve nas melhores locadoras do ramo. Procure na sessão bizarra da locadora. Talvez na parte trash você o encontrará. E esperem que a continuação desta história vai dar o que falar.

Se o final fosse feliz assim como nos contos de fada e nas novelas não seria a vida real. Seria mais uma história ótima com um desfecho para alegria geral da nação.

sábado, 11 de outubro de 2008

De boas intenções...

Pensamento positivo, boas vibrações, boas intenções. Acredito 100% que somos capazes de mandar energias positivas para qualquer situação, ocasião. "Nossa, que tempo feio. Só chove, faz frio". A oração entre aspas é de alguém pessimista, agorenta, mas a pessoa com pensamentom positivo diria:" mas amanhã vai fazer um dia de sol. Até vai dar para pegar uma corsinha".

O tema do post é sobre como nossas vibrações influenciam nosso dia, nosso trabalho, estudo, relações interpessoais. Pessoas pessimistas, que só nos colocam para baixo devem ser banidas do nosso convívio, ou mesmo, serem ignoradas. Me atrevo a dizer que são pessoas mal amadas.

Só que de boas intenções o inferno está cheio. Não adianta apenas tê-las. É preciso colocar a teoria para funcionar. Se o importante é competir, não fique bravo se você perdeu; se a pessoa ao lhe entregar um presente disser que "é só uma lembrancinha mas é de coração", não fique puto ao abrir o pacote e se tratar de um jogo de cante e lapiseira; se tudo estiver dando errado e alguém lhe disse que "só não se dá jeito para a morte", não pense que a tal pessoa está gozando com a sua cara.

Devemos sim, pensar que tudo vai melhorar, que vai passar. Temos que acreditar nisto, senão a coisa vai degringolar e aí, já era.

Eu acredito que podemos sim, mandar boas vibrações através das nossas mãos. Que nosso cérebro pode trabalhar em favor de um bem maior. E o que vale mesmo, é a intenção.

Veja você: o site do Santuário Nacional de Aparecida oferece fiél o ícone chamado "Vela Virtual" em que o internauta deve clicar em "acender vela". Ele então, deve preencher um cadastro e escrever a intenção pela qual aquela vela virtual será queimada. A duração desta vela é de uma semana e o internauta pode ao longo dos dias, por meio de um código, verificar o quanto a vela virtual já queimou. Até este momento, a parte em que há a chance de procurar outras velas acesas de outros fiéis saiu do ar. Talvez um volume muito alto de pessoas estejam fazendo a mesma coisa: acendendo uma vela virtual para Nossa Senhora Aparecida.

Ora, mas o barato não é ir até o local, acender a vela e fazer uma prece? Será que o pedido de oração feito por meio da vela virtual terá menos valia que fazê-lo no local, naquele clima religioso, inalando aquele odor de velas e mais velas derretidas? Mas o que vale não é intenção? Então para quê se confessar com o padre sendo que Deus vê tudo o que fazemos de errado? Hein?

Para constar, o site é http://www.santuarionacional.com/

Fico no aguardo de comentários sobre este assunto.

Até mais.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Não pertencemos à ABNT

Não gosto de títulos que expliquem por completo um texto escrito. Mas é interessante, neste caso, a reflexão partindo do significado das quatro letras em questão. ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas. Calçadas, casas, peças, produtos, metragem...um tantão de coisas, como diz minha sobrinha, são obrigatoriamente padronizados de acordo com a tal da ABNT. Por qual motivo? Simples. Para que tudo esteja no padrão.

Gosto sempre de citar a definição das palavras a fim de elucidar o contexto de um comentário. Vamos lá: segundo o dicionário Silveira Bueno, padronização significa igualamento; realização em série usando o mesmo padrão (modelo oficial de pesos e medidas legais; modelo; desenho de estamparia); o mesmo modelo.

O papel da ABNT é ser o guia oficial sobre produtos fabricados ou mesmo construções feitas para que nada saia descompassado, fora da metragem e das exigências internacionais.

E o 'kiko'? Bom, está mais do que óbvio o assunto principal deste post. Igualamento de acordo com o mesmo dicionário é a qualidade de ser igual, nivelamento. Não quero fazer juízo de valor. Hoje vou apenas expor situações e panoramas do cotidiano. Para ser modelo, a garota além de ser linda, deve ter requisitos que a façam seguir na carreira. Um engenheiro precisa calcular com exatidão e elaborar um projeto condizente com as normas oficiais, senão a obra é embargada e há sanções sobre tal profissional. Um operário numa indústria de automóvel, precisa aperta um parafuso naquele momento, naquela posição ou algo pode ocorrer futuramente com o carro a ser produzido. Enfim, a padronização e o igualamento servem para: sobrevivência num mercado de trabalho; segurança e produção em série estruturada. E na vida real?

Somos feitos de carne, osso, água e alma. Não somos um produto final de uma fábrica e nem mesmo uma casa. O nosso fim existe cada vez que dormimos. Esperar, obrigar, taxar, normalizar alguém de acordo com aquilo que julgas ser um padrão de vida, de vivência, comportamental e/ou religioso é olhar para o próprio umbigo se achar presidente da ABNT, alguém que checa, analisa, avalia e aprova.

Ora, já pensou se todos fossem normalizados? Todo mundo igual, pensando e agindo da mesma forma. Por isso que as tribos se formam. São pessoas "padronizadas" e ao mesmo tempo excluídas, e por quem? Pelos que concluem que góticos, emos, clubers, patricinhas, mauricinhos, gays, lésbicas, carolas, fanáticos, esportistas, modelos, favelados, negros, deficientes, não fazem parte da cartilha de normas por eles escrita.

Vivemos uma apartheid glamurisada pelo simples fato julgar com este ou com aquele não devo dirigir a palavra ou cumprimentar.

Século XXI minha gente, cuidemos de nossas vidas, sejamos libertos das amarras do pré-julgamento; preguemos o fim das normas por nós construídas.

Não quero que o mundo seja uma baderna, anarquia, amoral. Quero que as pessoas intruduzam a ética em suas relações, pensamentos, ações, comportamentos. E não sejam hipócritas, mesquinhas, indesejáveis (aliás, assisti a um comercial português em que uma mulher branca senta-se ao lado de um negro dentro do avião e pede para a aeromoça encontrar outro lugar, pois não queria ficar ao lado de um negro. A aeromoça disse que conversaria com o comandante para acabar com o impasse. Ela retorna e diz que era inadmissível alguém permanecer ao lado de um ser desprezível e repugnante e que uma poltrona na primeira classe estava vazia. Ao final ela diz: senhor, me acompanhe até a primeira classe).

Até mais.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Minutos que valem por quatro anos





Fim do horário eleitoral gratuito. É momento de analisar friamente quais foram as propostas feitas nesse meio tempo e separar o joio do trigo: as escalefobéticas das plausíveis; as impossíveis de serem cumpridas das reais; a conversa fiada da vontade de governar. E no fim das contas, os que são eleitos pelo povo, representam o que o povo é. Não necessariamente todos, mas sim, a maioria que os elegeu. Portanto, usar o voto,o único direito adquirido que nos faz realmente termos um espírito de decisão, não é apenas o simples fato de apertar os botões e a tecla confirme. É muito mais que isso: precisamos exercer o poder de destituir ou prorrogar um governo; eleger alguém com as mesmas convicções que a nossa (espero que todas elas sejam as melhores possíveis), mas acima de tudo, colocar na câmara e na prefeitura de nossa cidade, políticos honestos, trabalhadores, empenhados em mudar e melhorar e vida do povo.


Em Política, o autor Marcelo Torca firma:"nós somos políticos". E é vero. O dicionário Silveira Bueno define política como "ciência do governo dos povos; arte de dirigir as relações entre os Estados; diplomacia; astúcia; maneira hábil de agir", confirmando pois, o verso da música em questão. E se pararmos para pensar, não é preciso ser candidato a nada para fazer algo para uma cidade. Diplomacia: política de boa vizinhança e ética nas relações intersociais. Astúcia: artifício para conseguir algo, seja bom ou não. Maneira hábil de agir: quais os meios utilzados para ser um bom diplamata, um bom astuto ou mesmo, um cidadão.


Vivenciamos regimes políticos dentro de casa (uns tem pais autoritários e outros, democratas); na escola, na igreja, no trabalho. E política também é arte de persuadir, de convencer e conquistar apoio, alianças e simpatia de todos. "Seja conversando num barzinho, seja conversando em casa. Seja conversando por conversar, estamos defendendo interesses e idéias", diz a letra.


Na escola, o representante da classe é eleito pelos colegas da turma e este, por mais que não seja coligado, tem um partido: o partido dele. As propostas que fez ou mesmo, algo subjetivo, como simpatia e popularidade o levaram a tal posição. Para você ver que desde sempre somos insitgados a escolher, analisar, votar e vivenciarmos consequências positivas ou não com nosso voto. É a tal política em prol do coletivo. O que o eleito faz, afeta diretamente seu eleitorado (ou não).


Está tudo muito bom, tudo muito bem. A pessoa foi eleita pelo voto direto, algo "Reconquistado" e que nos deixa saltitantes de alegria. A minha, a sua e a nossa opinião, fazem a diferença no processo. Mas... quando o poder, o estar no topo, por cima da carne seca, vendo tudo lá do alto, toma conta do bom moço? Aí, todo cuidado é pouco. Quando a ganância em permanecer sentado naquela a cadeira comfortável é mais presente que as boas intenções daquele ser que só queria ajudar, o bicho pega. E quando o sistema se corrompe e corrompe o tal "homem de boas intenções? Ou será o inverso: o homem corrompe o sistema que é feito pelo homem. "A política não é corrupta, pois a corrupção é feita por bandidos", comenta o compositor. Somos 190 milhões e poucos são os ladrões. Mas não é comum dizermos todos na política são bandidos? Que falta de sorte a nossa. Ué, mas quem os colocou no poder foram nossos votos.


Calma, calma. Quando você vai em algum jantar garanto que coloca sua melhor roupa. Quando sai com a pessoa amada quer impressionar. Políticos ladrões são pessoas de mau caráter que vendem em minutos, uma imagem de santinhos. Detalhe: o folhetinho que recebemos em faróis, por exemplo, chama-se de santinho.


"Quando pensamos em benefícios coletivos, temos uma política coletiva onde os interesses de várias pessoas superam os interesses de um indivíduo", palavras do autor que já foram parcialmente inseridas neste texto. Infelizmente, por estarmos mal informados sobre as propostas dos candidatos, por sermos enganados pelo Tele Prompter, pela foto bonita e dizeres belos saídos de uma boca treinada, às vezes votamos errado e pagamos o pato. Culpa nossa em não votarmos certo? Isso não sei.


Conhecer as propostas e as inteções dos candidatos, ainda mais agora que estão próximos de nossos bairros é primordial. O voto consciente, com sabedoria tem o mesmo peso sobre o voto errado e inconsequente. Porém, este peso na balança poderá ser bom ou ruim. Vai depender do resultado final e o MEU VOTO E O SEU VOTO, FAZEM SIM, TODA DIFERENÇA.




quinta-feira, 25 de setembro de 2008

O eterno recomeço

Volto a postar aqui neste humilde espaço, um texto reflexivo sobre uma letra de música que retrate a vida cotidiana das pessoas. Então vamos lá.

Quantas vezes você estava escrevendo um texto no Word e de repente, sem mais nem menos, o computador travou? Quantas vezes um relacionamento entre você e alguém que tanto gostava se rompeu? E quando uma ação que fazia não chegou a ser finalizada? O que você fez: gritou, esperneou, falou mal Deus e o mundo, berrou, puxou os cabelos? Bom, é claro que uma reação destas seria perfeitamente normal e compreensível. Mas e depois deste ataque de nervosismo, qual a saída? É simples, porém difícil: recomeçar!

Adivinhou qual o nome da música a que me refiro neste post? Acredito que sim. Em Começar de Novo, Ivan Lins e Vitor Martins dividem a composição em dois blocos. No primeiro, a letra tem relação com fatos que nos acometem e como o ser humano age quando nada dá certo: “ter me rebelado, ter me debatido”, pois somos itempestivos em algumas situações. Mas ao analisarmos tal atitude e perceber que realmente não somos e nem agimos desta forma, retomamos o plumo das coisas, viramos o jogo na tentativa de vencê-lo: “ter virado a mesa, ter me conhecido;ter virado o barco, ter me socorrido”.

Na segunda parte da canção, há a uma analogia entre o fim de uma relação amorosa e a total dependência que existia. Sabe aquela história do “eu não vivo sem você; sem você não sou ninguém”, bom, na letra desta música uma estrofe mostra muito bem isso. “Sem as tuas garras sempre tão seguras; sem o teu fantasma, sem tua moldura; sem tuas escoras, sem o teu domínio; sem tuas esporas, sem o teu fascínio". Oh dó! Como é triste terminar um namoro, casamento, caso, casinho ou algo do gênero.

Como nós somos propensos a sofrer e viver na amargura, não é mesmo. Mas e quando se chega ao fundo do poço, o que fazer? Há duas grandes opções: ficar ou sair. Lá nas profundezas da terra, se a opção for subir, uma grande e imensa dificuldade serão encontradas. As dificuldades são físicas e psíquicas. O processo para emerger chama-se catárse: é quando não mais como descer e a única maneira é subir. Para os que sofre de depressão ou síndromes que afetam a vida social e emocional, é óbvio que tal atitude é lenta, metódica, mas NECESSÁRIA. A opção em ficar no fundo desse poço significa se entregar, desistir, falhar. Portanto, há duas saídas: virar o jogo ou perder a batalha; dar a volta por cima ou cortar os pulsos; erguer-se ou afundar-se de vez.

Para isto, a única pessoa que pode fazer tal boa ação a você, é você mesmo. Ter coragem, enfrentar so desafios que tal recomeço possa nos colocar, necessita de força de vontade, garra, fé em algo que acredites, mas acima de tudo, procurar ser feliz. Não é possível que estamos na terra apenas para viver. Acredito em algo muito maior, e como a letra diz: “começar de novo é contar comigo”, contar com o pensamento positivo, com o desejo buscar a felicidade.

O fato é que este conselho, o de recomeçar, reduz todos nossos problemas e covardias numa única palavra. Chega a dar raiva, mas vejamos: seu relacionamento terminou e você vai chorar a vida toda? Recomece, deixe a porta do coração aberta. Foi mal na prova e então vai se lamentar, mandar o professor a casa do chapéu? Recomece, estude para que na próxima você se sair melhor. Levou um fora e agors vai lá na dispensa achar e comer uma barra de chocoates? Recomece, ame a si mesmo e valorize o que você é.

Para tudo na vida há uma saída. No caso, [in]felizmente, recomeçar é a principal. Deixar o orgulho de lado e o tal amor próprio que impedem que você enxergue outra saída para que algo maior, a sua felicidade seja elevada a um grau mais alto, é dureza para muitos, mas indispensável. E recomece quantas vezes for preciso. Não é demérito e nem pensamento derrotista começar de novo. Já que estamos vivos para sermos felizes, nada mais justo que buscar a perfeição da vida. E que falem de você e sobre você. Quem paga as suas contas? Quem vai ficar num caixão envolto a rosas e coras de flores?

E quando quiser recomeçar com todas as suas forças, tenho certeza de que: “vai valer a pena ter amanhecido”.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Notícias...






O nosso excelentíssimo senhor presidente da República Luís Inácio Lula da Silva discursou agora há pouco na abertura oficial da Assembléia Geral da ONU. Reclamou dos subsídios agrícolas de países ricos para com produtos dos países subdesenvolvidos; criticou com veemência a intervenção do gorverno americano injetando dinhero público para salvar bancos de investimento da falência; disse que o Brasil está mais rico e que a distribuição de renda melhorou; afirmou que os países sulamericanos estão unidos; que o biodíesel é sim uma ótima saída frente ao petróleo e o encaricimento dos barris e que o problema da fome no mundo é grave e deve sempre estar nas pautas das discussões. Agora pergunto: quem vai contrariar a "otoridade málxima" do Brasil?


Mais uma criança caiu de uma janela de apartamento e morreu. É inacreditável a quantidade de crianças que estão morrendo desta maneira. Será que é uma sinal dos céu?

Como já não bastasse haver a lei que proíbe prisão dias antes da eleição se não forem em flagrante, agora teremos tropas militares em 99 cidades brasileiras para conter qualquer crime ou ilegalidade eleitoral, como compra de voto, voto de cabresto ou coerção. Deveriam eles (os militares) permancerem em outras épocas do ano?

E a economia, hein? É um tal de sobe e desce das bolsas de valores. A globalização e especulação financeira aliada a má gestão de bancos de investimentos americanos são responsáveis por mais este capítulo da crise econômica. E as eleições nos states está chegando. Obama ou McCain?

Bom, amanhã eu volto.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Segunda esportiva

...E não é que o Palmeiras está a um ponto do Grêmio? E novamente o senhor Luxemburgo papando mais um título? Seria bom demais ganhar este campeonato. Mas vamos aguardar.

O Brasil perdeu no confronto entre a Croácia pela Copa Davis de tênis e vai disputar a segunda divisão do torneio. Não aproveitamos a "Era Guga", não massificamos o tênis, não deslocamos o esporte de academias granfinescas para o terrão, gramados escolares, praças e centros comunitários. E o motivo: a contrapartida. Quais seriam, para quem iriam e de quanto seriam os retornos financeirod de tais investimentos?

Eita Felipão. Torço por esse cidadão. Quase perde um clássico no campeonato inglês, mas a raça que o Chelsea mostrou não deixou que o Manchester United vencesse. E o nosso RRRobinho foi show. Agora já é o craque do ano. Como as opiniões mudam feito onda do mar.

O que adianta termos duas duplas campeãs do Circuito Mundial de Vôlei de Praia se desde 1996 não temos uma dupla feminina campeã olímpica nesse esporte e se desde Atenas isso não ocorre com os homens? Simples, vá lá e treine sob sol forte ou mesmo sob chuva, frio, preguiça, cansaço. Aí então você tente me comover. Parabéns aos nossos atletas.

Cabou. Volto em breve.

domingo, 21 de setembro de 2008

O que fazer?

Escrever, escrever e escrever. Para quê? Para que as pessoas não leiam? Para que isso seja uma válvula de escape? Bom, escrevo porque gosto. Claro que eu tinha uma vaga certeza de que mais pessoas lêssem e comentassem meu blog. Ledo engano. Mas sou brasileiro e não desisto nunca. Assim é a vida.

http://www.adorocinema.com.br/filmes/longe-dela/longe-dela.asp




Continuo com minhas análises sobre roteiros de cinema que retratam a vida cotidiana. Desta vez, é um filme muito original. Original até demais. O filme pergunta: "e se o seu grande amor esquecesse que você existe?" Em Longe Dela (Away from Her) uma mulher casada há mais de 40 anos com aos poucos vai perdendo a memória, esquecendo-se de algumas informações. Ela é diagnosticada como portadora do Mal de Alzheimer. O marido a leva para uma clínica especializada nesse tipo de doença. Uma única exigência é feita: a esposa deveria ficar um mês sem vê-lo, como parte do processo de tratamento. Quando regressa à clínica o marido percebe que a esposa não mais se lembra dele, e que se apaixonou por um outro homem que também estava naquela clínica. O marido tenta lembrar a mulher sobre os anos que passaram juntos, mas tal atitude não vinga. Ele tem de se contentar com o papel de amigo enquanto ela, gozava o pouco tempo de vida nos "braços" de outro, já que este também era casado.


Claro que não vou contar o final do filme. Assim como fiz em outras análises, estou apenas explicitanto o que o roteiro oferece. O filme foi adaptado a partir de um conto. Digo que é original, mas me refiro a idéia descrita no livro que serviu de inspiração para a elaboração do filme.


O que fazer se tal situação acontece em nossas vidas? O desapego, estar feliz com a felicidade da pessoa amada, mesmo que esta se esqueça de você e se afeiçoe por uma outra pessoa na sua frente e sem poder fazer nada, você observa que ambos estão de braços dados, enquanto na sua mente ainda há o cultivo de um amor que não se abala.


A atuação dos atores é brilhante. Mas me atenho aos fatos, a propósta do filme. Quando se ama, não queremos ver o(a) parceiro(a) feliz? Claro que sim. Por outro lado, o sentimento de posse, de propriedade que um tem sobre o outro intrinsicamente existe. Numa relação a dois, quando há uma junção dos seres explícita ou na mente de um deles, para que haja uma independência total, a situação fica conflituosa. O relacionamento a distância é exemplo disso. No caso do filme, o marido ama tanto a esposa (ele havia traído a mulher em outras ocasiões) que suporta o fato dela não lembrar mais dos bons tempos que passaram juntos e aguenta firme tal rojão.


E alguém tem culpa nisso tudo? Óbvio que não. O retrato mais singelo é este: não há culpados. O que existe é um dilema. Todo o sentimento de amor é colocado a prova, em teste.


Fico pensando o que eu faria no lugar do marido ou da esposa que tem o cônjuge que também sofre de Mal de Alzheimer e o vê com outra. Estaria amarrado sem poder agir. Sem obrigar que me amasse, sem chacoalhar e implorar que se lembrasse de mim e do tamanho do meu amor. Seria um ato heróico? Creio que seria um ato de amor tão imenso quanto o que se pode ter quando há reciprocidade de sentimentos.


O que você, leitor e comentarista deste blog faria? Se seu pai ou sua mãe fosse protagonista desta história sendo ela a adoentada e ele o marido "traído"? Ou mesmo, se estivesse na posição do esposo? Esqueceria, de propósito esse amor para viver um que realmente o(a) amasse? Caso fosse filho(a), apoiria a decisão de sua mãe? Entenderia o contexto?


E quantos não amamos alguém que se esqueceu de nós? Nem ao menos liga, telefona, sendo que esta pessoa em questão, é nosso verdadeiro amor?


Muito sentimental esse post. Prefiro ser o mais real possível naquilo que escrevo. A vida já está tão complicada para nos questonarmos sobre o "se" ou lamentarmo-nos de algo ocorrido. Mas vale a pena pensar e refletir na proposta que o filme levanta. Quem não assistiu, vá urgente alugar.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Quem espera sempre cansa


Olhar para o céu ou para o relógio, senta a beira do abismo, admirar um beijo ardente de um casal, espreitar a felicidade alheia. Bom, este tipo de pessoa que apenas observa, torna-se platéia do mundo, um mero espectador, aquele que não age para conseguir alcançar metas e objetivos, além de ser um sonhador, deixa o traseiro gordo no sofá, não move uma palha para nada. Este alguém vive num eterno esperar.


Na letra composta pelo cantor e vocalista do grupo Jota Quest, Rogério Flausino intitulada Dias Melhores, o autor inicia desta forma: "vivemos esperando dias melhores; dias de paz, dias a mais, dias que não deixaremos para trás". É simples: vivemos esperando que a paz reine no mundo, mas não fazemos nada de concreto para que ela esteja efetivamente em nossas vidas, a não ser quando um bando de tresloucados se vestem de branco e abraçam uma árvore. Queremos viver um grande amor, mas nem de nossas casas (orgulho, presunção, auto-suficiência) saímos e esperamos que aquela pessoa em questão, venha até nós. Queremos ser perdoados, mas nem se quer temos o trabalho de pedir perdão. Um bom emprego? Claro, desde que eu não me esforce muito e não precise de qualificação profissional, pois demandaria tempo e vontade própria. Espero que ele caia do céu.


Ora bolas, o ser humano que somente espera que a solução de seus problemas, conflitos, amarguras venha do céu, pode esperar sentado. Do céu, somente chuva, raio e granizo. De resto, somos nós que devemos correr atrás, lutar ou pelo menos tentar. Receber um não como resposta é melhor que ficar com aquele se na cabeça. "Se eu tivesse feito isso, se tivesse dito aquilo..." O se não joga, não participa e nesse caso, nem deveria existir. A dúvida, a preguiça, a falta de confiança nos impede de sairmos da zona de conforto e irmos a luta. Mas eu entendo perfeitamente as falhas do ser humano. Também sou assim. E que não é?


Esperar que tudo dará certo mas de certa forma agir, é esperar o resultado daquilo ação. Apenas ficar sentado, remoendo dores, tristezas e rancores na esperança de que com o tempo tudo vai melhorar, é esperar por opção. É muito difícil tomar uma decisão e buscar algo, uma melhora, um grande amor. Mas se é realmente isso que queremos, por que não arriscar. E se quebrarmos a cara, bom também.


A letra prossegue: "vivemos esperando o dia em que seremos melhores, melhores no amor, melhores na dor, melhores em tudo". E de fato o é. Para ser melhor, para realmente fazer diferença nesse mundo a começar no nosso íntimo, temos que demonstrar tudo isso através de atos, posturas, vocabulário, e não apenas esperar que a solução brote da terra. Achar que somente ele/ela deva mudar para que o relacionamento prossiga e achar-se no direito de ser o dono da verdade é no mínimo falta de maturidade, e esperar que tal maturidade venha com o tempo sem ao menos buscar melhorar a cada dia, é fim da picada.


Acredito que a letra esta esteja ironizando toda uma situação. Ela afirma que o ser humano espera dias melhores de uma forma taxativa em que ao mesmo tempo alerta para o ato da espera gratuita. É uma música brilhante, sobretudo por humanizar uma das fraquezas do ser humano que é a de esperar sem ter movido uma palha, a de esperar que o mundo mude sem se tocar que ele faz parte disso tudo.


Quando o ser humano notar que esperou demasiadamente, perdeu oportunidades que lhe foram oferecidas para finalmente sair da zona de conforto, talvez tenha sido tarde e tempo é cruel. Ele pode até mesmo passar pela pessoa em questão sem se despedir.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Noticiando...

Ontem foi o caos no mercado financeiro. Tudo porque num mundo globalizado, o que ocorre nos states, por exemplo, afeta a economia mundial. Espero que nosso país esteja preparado para crises financeiras que não têm nada a ver conosco.

Então há mais grampos espalhados por aí? Muito estranho. Amanhã o Ministro da Defesa dará mais explicações a nação.

Quando um líder populista chega ao poder, fica tudo muito bom, tudo muito bem. Até que o cidadão resolve cortar as arestas de quem não está satisfeito com o governo dele. Na Bolívia, a confusão está armada, armada mesmo. Esperamos que o Brasil faça o meio de campo entre os que protestam contra o governos boliviano e a presidência daquele país, e claro, defendendo nossos interesses.

Por enquanto é só.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Esportismo

Felipe Massa não ganhou o GP de Monza mas a diferença dele para Hamilton da MacLaren na disputa pelo título é de apenas 1 ponto. O brasileiro começou muito mal o campeonato, mas ao longo das provas está mostrando regularidade e quando não chega ao pódio, belisca pontos importantes. Agora, o parceiro de equipe dele nem quer saber de ajudá-lo a ganhar o campeonato. Acredito que só há dois pilotos numa mesma equipe porque existem só 11 times no total. É nítido que nessa tal Fórmula 1 (e não só nesta categoria automobilística) é cada um por si e que se dane o outro.

Meu Palmeiras será campeão brasileiro? Tudo indica que sim. O Grêmio perdeu para o Goiás jogando no Olímpico e parece estar sentindo a pressão de liderar o brasileirão. Mas prefiro aguardar as próximas rodadas.

O time do Robinho perdeu para o Chelsea de Felipão e companhia. Será que o atacante quando fez o único gol de sua equipe na partida, o fez com raiva ou desgosto por não ter ido para o time que tanto queria?

Paraolimpíadamente falando, o Brasil vai muito bem, obrigado. Pena que nosso atleta Clodoaldo Silva tenha sido tão prejudicado nesta edição dos jogos. Até agora, nenhuma medalha de ouro. Mas ver a superação de todos os competidores é simplesmente fora do comum.

O Corinthians vai subir. Mas faço um bolão: ele vai cair ou não para a série B ano que vem? Façam suas apostas.

Amanhã tem mais.

domingo, 14 de setembro de 2008

Subserviência

www.sweetyice.com.br/produtos.asp?pid=17




"Mulher bonita 1,70 de altura; 55 kg, simpática, agradável e pode ser uma ótima companhia e deixar seu dia mais feliz quantas horas você queira e em qualquer ocasião". "Receita do dia: bolo de chocolate e como sugestão de complemento, sorvete de creme". Ator principal do melhor filme do ano discursa ao receber o prêmio, parceiro de cena observa". Jogadora de vôlei afirma que companheira levanta a bola como ninguém". "Humorista que comanda programa semanal serve de escada para demais participantes".

O que há em comum nas palavras em itálico? A frase "a arte imita a vida" é clichê e verdadeira. Os conflitos existentes em filmes por vezes podem até retratar acontecimentos do mundo real. Personagens podem ser reais. E a hierarquia de funções, também. As tais palavras mostram que para todo protagonista, há um coadjuvante, aquele que prepara a jogada, pega a bola no meio de campo, dribla cinco adversários, passa a bola para o atacante que faz o gol. No fim das contas, o
reconhecimento é para quem marcou o gol.

Pode notar: há sempre alguém à sombra de outro para que este apareça, se destaque, finalize a cena. No humor o responsável por isso é o artista que dá o gancho ou a deixa para humorista completar a piada ou diga o bordão. O armador da jogada e o levantador, passam a bola redondinha para o finalizador. O sorvete de creme acompanha a receita do bolo de chocolate, mas este último é a sobremesa principal. A acompanhante contratada pelo cliente em questão, apenas serve aos caprichos do mesmo, o papel importante é dele. Isto vale para um filme, novela: todo protagonista, tem alguém que serve de ombro, apoio, suporte.

Ser coadjuvante para que alguém apareça chega ser é dialético. Quem leva a fama, e tem importância naquele momento não é você. É ele, é ela, ou se preferir, são eles, são elas. Mas a tal criatura não sobrevive sem a sua presença, o que entre aspas, deixa a pessoa com certa relevância nessa tal convivência.

Penso que este processo se parece com o do mutualismo que consiste na relação de interdependência em que a vida em separado não existe. É a história do “depender do outro para que ele me enalteça, me erga e este, fica atrelado a mim” Ambos cumprem seu papel e um não vive sem o outro.

E é verdade. No colégio, quem, já não estudou com aquela menina que gostava de se aparecer, sendo o centro das atenções e os demais, nada mais eram assistentes ou subservientes? No trabalho, na vida cotidiana, a máxima não é diferente. Um assessor de imprensa faz o possível para preservar a imagem do artista ou empresa que trabalha. E repare: há pessoas que fazem esse papel brilhantemente. Existe até prêmio para o melhor ator e atriz coadjuvante.

Você o que é?

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O passado já foi presente, e o futuro: virá?

www.estradar.com/2007/10/




Estive atrasado com a tal atualização do meu blog por questões de força maior, mas garanto-lhes: todas para o lado positivo.
Como combinado, todas as quintas-feiras são destinadas a uma relfexão sobre alguma letra de música (aceito sugestões).

Pois bem, quantas vezes invés de sairmos, viajarmos, curtirmos com os amigos, preferimos ficar dentro de casa e passar horas e horas na frente do computador? Quantas vezes estudamos demais um dia antes daquela prova e não assistimos aquele ótimo filme que estava passando na tv? Quantos momentos de neuras, preocupações, medos e aflições ocuparam nossas mentes para que não pudessemos admirar o pô-do-sol, sentir a brisa do mar ou rir de uma piada sensacional?

O compositor escreveu: "hoje o tempo voa amor, escorre pelas mãos mesmo sem se sentir. E não há tempo que volte, amor. Vamos viver tudo o que há pra viver". Chega a ser utópico este pequeno trecho extraído da música Tempos Modernos do cantor e letrista Lulu Santos.

Quando se pensa no futuro, o presente deixa de ser o foco principal de nossa vida. E o tal presente é sofrido, difícil a bessa. Projetar que a vida será melhor daqui há alguns anos é antes de mais nada, abster-se de enfrentá-la aqui e agora.

Quem não quer viver a vida numa boa? Eu desejo isto aos que estão a minha volta. Quero que vivam a vida numa boa, enontrem seus amores, seus caminhos, saibam tirar proveito das adversidades para que possam voltar com mais força, garra e determinação no combate contra o "mal".

Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, mas eu pergunto: você se permite? Você se permite dar um passo sem saber se haverá um abismo logo na frente? Tem coragem de se jogar de uma colina de olhos fechados?

Acredito que esta música retrata a tentativa de alguém que tentou tudo isso já citado acima e teve sua iniciativa frustrada. Seria então, um conselho para outros que persistam nessa caminhada para viver a vida não por cima de um muro, mas com satisfação, com sinceridade no olhar. Devem existir milhões de pessoas que não se permitem, pois não têm coragem suficientes para tal ato ou mesmo, sentem-se recriminadas e oprimidas ao aproveitarem a vida e permitir viver tudo de bom eporque não, de ruim que ela oferece, mas acimda de tudo, tirando proveito destas situações.

Tem certa relação com o post anterior, principalmente por tratar-se da busca indivudual sobre como viver bem e deliciar-se nas pequenas coisas, nos pequenos atos. Repito: se quem compra sua roupa íntima é você, já está mais do que na hora de provar para os frustrados de plantão, que serás diferente: vai viver a vida, as oportunidades que ela oferece e permitirás ser feliz, pois nenhum momento será igual ao outro e encurvar-se aos interesses de terceiros e esperar o tal futuro que nunca chega, é perder tempo. E o tempo não volta.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Mecanismo de defesa

Felicidade

Dívidas a pagar, contas vencendo, crise financeira ou no relacionamento, problemas de saúde, conflitos internos, pressão no trabalho ou no cotidiano, icompreensão de terceiros, dúvidas constantes, inimigos por perto, música ruim, filme ruim, telenovela ruim, fracasso nos negócios, morte de uma pessoa querida, morte de uma pessoa que odeia e/ou que te odiava, despejo, solidão, insegurância, impaciência, impotência, inconformismo, não gostar de si mesmo, "optar" por outra orientação sexual, sofrer preconceitos, ler notícia ruim ou notícia péssima, terremoto, maremoto, roubaram sua moto, estupro, assédio sexual, aborto, desgosto, desilusão amorosa, sentimento oprimido, triteza. Ufa!

Todo de de ruim que pode acontecer na vida de uma pessoa. Talvez não tenha mencionado TUDO, mas de qualquer forma, a grande maioria delas, foram descritas. O que fazer quando nos deparamos com algumas destas situações? Dizem que, se estivermos sucestíveis a coisas boas, elas virão e o mesmo acontece para algo de ruim. Eu acredito nesta tese.

Agora, não é bom estar por cima sempre, mesmo que as coisas não estejam nos eixos? Quando o inimigo percebe que nada o abala (claro que ninguém é de aço, mas podemos transparecer que somos), o aitnge, o afilge, ele fica com tanta raiva por não sonceguir atingí-lo e constata que ou você é forte demais ou a maldade foi pequena demais. E assim, você cria um crosta capaz de deter tudo e todos.

Quando uma pessoa começa a malhar, a hipertrofia dá-se por conta do aumento do peso em séries menores. Assim, há a quebra das céluas e ou aumento em dobro. O mesmo deveria acontecer: quando não nos abalamos, penso que nossa força de vontade, nossa capa protetora aumenta mais.

E o que vem a ser a nossa capa protetora? A resposta, na verdade são duas palavras: viver feliz. Isso mesmo, voltando ao terceiro parágrafo. Se o inimigo (interno, externo, subjetivo, sentimental, algo concreto) ver que ao fazer-te mal (direta ou indiretamente) e perceber que sua SEDE DE VIVER é maior que a maldade, ele enfurece consigo mesmo e se acha incapaz de atacar. Faça o teste.

Se, quem paga as contas, quem é responsável pelos meus atos, quem fica, trabalham, quem estudam, quem namora, quem respeita os outros, quem educa, quem sofre e quem morre, sou eu, sou eu e somente eu que devo buscar ser FELIZ. E ser feliz nos dia de hoje, deixam nosso inimigos, as pessoas mal amadas, pessoas que não conseguem se desvencilhar de um problema ou mesmo, aquelas que vivem na frustração, MORDIDOS de tanta raiva que sentem de si mesmos.

Ria, se divertita, dê risada de situações engraçadas ou mesmo de piadas mal contadas e sem graça. E lembre-se: SER FELIZ, É SER FELIZ PARA SI MESMO, SEM SE PREOCUPAR EM AGRADAR OU SER ACEITO, É VIVER EM PAZ, AMAR DEMAIS E TER O SEU PRÓPRIO JEITO. Resumindo, é crira um mecanismo de defesa que extermine as possibilidades de o inimigo de atacar e acima de tudo, de enfraquecê-lo e mostra que você É MAIOR QUE ELE.

Notícias esportivas

Dá-lhe Massa... e novamente o pitlo adversário na reta final da competição vai deixando escapar o título do campeonato. Já vimos este filme, mas pelo menos eu espero que o final seja diferente.

E quase deu para o Hélio Castroneves. Largou na última posição, chegou a estar na primeira colocação e no somar dos pontos, até um certo momento da corrida, era tido o campeão da temporada 2008 da Fórmula Indy. Mas o piloto Scott Dixon venceu a corrida (em segundo lugar, por milésimos de segundos, ficou brasileiro Helinho) e sagrou-se campeão da temporada. E mais uma vez o piloto brasileiro terminou uma prova na segunda colocação. Mas valeu o esforço!

Agora, que braço tem Serena Williams, atual campeã do U.S. Open. É gigante! Ela voltou a ser a número um do mundo. Apesar de me simpatizar mais com a Jankovic, era nítido o preparo físico da tenista americana. Não quero estar perto dela quando a tenista ficar nervosa.

A seleção brasileira desencatou ou não fez mais que a obrigação? Ganhamos bem, jogamos bem e estamos na segunda posição das Eliminatórias para a copa de 2010. Mas fica uma pergunta: o time fez uma boa partida, só que há tempos não fazia, por quê? Será que, o que vimos, irá demorar a acontecer? É esperar até quarta-feira para conferirmos.

sábado, 6 de setembro de 2008

A curiosidade matou o gato

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A tal "espiadinha" ou o ouvir sem querer querendo uma conversa importante atrás da porta e até mesmo o estar presente às escondidas numa situação em que não foi convidado. Resumindo: meter o bedelho na vida alheia.

Em Show de Trumman, o Show da Vida algo parecido acontece. O personagem em questão nasceu e cresceu numa redoma de vidro. A vida inteira do cidadão não passou de um mero show, espetáculo, em que TUDO o que fazia, era filmado e veiculado num canal de tv. A cidade era cenográfica, os amigos personagens e as outras pessoas, figurantes. Um diretor roteirizava o dia-a-dia de Trumman: as decepções, os interrelacionamentos, o trauma inserido na vida do rapaz para que não saísse daquela cidade "maravilhosa" (vide a tal perda do pai biológico de Trumman que pretendia contar a verdade para o rapaz sobre a farsa criada). Tudo explicável, tudo muito arrumadinho: o céu, o mar, as estrelas, o sol e a lua, TUDO fruto da ficção.

Até o momento, nada de anormal, afinal de contas, é uma metalinguagem: um filme (ficção) sobre a vida de um homem toda ela inverídica (ficção). Quero chegar ao ponto crucial: o programa, segundo o próprio filme retrata, era sucesso de audiência, pois os telespectadores permaneciam vidrados em frente ao aparelho de tv, acompanhando o que se pode dizer, reallity show daquele pobre rapaz.

Isso mesmo, a curiosidade, a falta do que fazer, o não olhar para o próprio umbigo, faziam do programa, um sucesso. Saindo um pouco da temática do filme e encaminhando-me para a realidade dos fatos, quantas vezes não deixamos de nos preocuparmos com nossos afazeres, nossos problemas, nossa HISTÓRIA e damos atenção, elevamos quase que ao topo, a VIDA ALHEIA e quem as protagoniza.

Somos protagonistas de nossas vidas, bem como, de tudo o que nos atinge ou que fazemos. O fato de olharmos pela janela, fechadura, por sobre o muro, enfim, deixarmos de vivermos nosso "FILME" e nos preocuparmos com fulano ou cicrano (uso do senso comum, mas foi preciso), é até considerado admissível. O ato sufocante é quando tal atitude torna-se corriqueira, uma necessidade fisiológica.

Os curiosos, fuxiqueiros, comentaristas profissionais da vida alheia, deveriam sim, deixar de serem parasitas dos fatos de terceiros e verem como é lindo viver. Viver sua própria vida.

Infelizmente quando tal necessidade fisiológica impreguina até na alma da pessoa em questão, o melhor a fazer é cada vez mais, atuar. Isso mesmo, fazer boas cenas, ótimas interpretações para que o "espectador" simplesmente, aplauda.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Uma semana...

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Uma semana. Isso mesmo, uma semana de blog. A idéia surgir dias antes da concepção deste espaço destinado à aquilo que penso, assuntos interessantes e reflexões sobre nosso dia-a-dia.
Espero atualizar diariamente o blog com posts temáticos.
Domingo - Momento Reflexivo
Segunda-feira - Esportes
Terça-feira - Notícias
Quarta-feira - Variedades
Quinta-feira - Decodifcando uma letra de música
Sexta-feira - Momento riso-solto
Sábado - A arte imita a vida (paralelo traçado entre roteiros de cinema/teatro/tv e a vida real)
O motivo pelo qual preferi postar diariamente textos temáticos foi para que eu mesmo me organizasse. Este blog não tem por objetivo mostrar minha vida particular. Mas nas entrelinhas, posso expressar minha forma de ser, pensar e agir sobre vários assuntos.
Já que sou uma cabeça pensante, queria ter um local para expurgar minhas idéias e teorias. Assim como no primeiro blog, para "falar e ser ouvido", tal espaço como este é oportuno e adequado.
Espero que mais e mais pessoas acessem e comentem. Destaco os posts da Maria (Mah), Juliana Paes (Xú), Samira Hidalgo, Joyce, Laila e do João Paulo (Sardinha) que estudou comigo no colegial e também é jornalista, e o olhar clínico da jornalista Daniela Feldens. Agradeço a atenção desprendida por todos e o "tempo perdido" de cada um em ler e comentar os assuntos postados.
Sábado estarei de volta.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Irrealidade musicada

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Quinta-feira é dia de comentar uma letra de música e a partir dela, traçar um paralelo com a vida real. Diferentemente do dia de amanhã, em que o texto é reflexivo mas parte de algo existente e não de uma ficção.

Um letrista muito conhecido chamado Lenine, numa de suas canções, chamada "É o que me interessa", aponta que, pretende estar cercado só de quem lhe interessa. Claro que a música não é sobre ele (pode até ser, mas como não tenho certeza disto, prefiro inferir que trata-se de outro sujeito). A letra completa pode ser encontrada em sites especializados. Mas o que me chamou a atenção foi justamente este trecho: "quando eu olhar pro lado, eu quero estar cercado, só de quem me interessa".

Quantos de nós temos o privilégio de somente estarmos cercados de pessoas que nos interessam? Será que ao invés disto, nós aturamos muito dos que nos rodeiam?

Acredito que o autor tenta retratar uma relação utópica dos seres humanos. Ao mesmo tempo em que reafirma que as pessoas entram em nossa vida porque nos interessamos por elas, e que de certa forma há uma identificação estreitando os laços de amizade.

E quando a vida já nos dá pessoas que serão parte integrante do nosso dia-a-dia, sem que possamos escolher? Pais, irmãos, chefes, professores, colegas de trabalho. Não os escolhemos, mas estão em nosso caminho. E de acordo com a música, devemos então nos afastarmos destas pessoas? Mais para frente a letra sugere: "sussurre em meu ouvido só o que me interessa". Ora, então devemos ser como aquela bruxa inimiga mortal da Branca de Neve que tinha no espelho, seu MELHOR AMIGO e que dizia apenas o que ela queria ouvir. Mas quando este, contrariou a vontade da bruxa, tornou-se seu desafeto.

Não estou criticando o letrista, pelo contrário. A música é brilhante, pois sintetiza muito do que somos e queremos para o nosso cotidiano. Somente elojios, aplausos. Quando existe a crítica ou uma "verdade" dita, às vezes não queremos escutá-las e rebaixamos aquela pessoa para o segundo escalão do círculo de amizades.

A vida é composta da relação interpessoal e não de interdependência. Não se pode deter a atenção de todos ou mesmo, por mais amiga que aquela pessoa seja, ela deva somente dizer o que queres ouvir, e voltando a idéia inicial do post, cercar-me de quem e do que me interessa, é impossível. A necessidade não nos permite ver tv o dia todo, viajar, passear. É claro que existem pessoas com esta mentalidade. Coitadas, pois ainda vivem no conto de fadas.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

E depois do voto?

As quartas-feiras serão dedicacas para assuntos variados como música, televisão, sem deixar de abordá-los num tom reflexivo. Mas como não posso perder oportunidades, aqui vai mais um pensamento: o que você faz depois das eleições? Iso mesmo, se o seu candidato foi eleito, o que você faz para verificar se ele está trabalhando em prol daquilo que prometeu e mais, se ele realemente está trabalhando?

Na esfera municipal, a câmara está mais próxima. É possível verificar como estão os trabalhos daquela casa com relação a votações, comissões e sessões abertas ao público. Todos devemos fiscalizar o dia-a-dia dos políticos, afinal de contas, o salário destes são pagos do bolso de cada um. Tudo bem que temos mais o que fazer: estudar, trabalhar, pagas as contas, sair, nos divertir, mas a fiscalização é fundamental.

E quando se trata dos deputados federais e senadores? Para isto, existe a internet. O cidadão entra nos respectivos sites e verifica se o deputado ou senador eleito participa de alguma CPI; comissão; se está gastando corretamente as verbas que tem direito a gastar; se participa das votações e principalmente, se ele vai á Câmara dos Deputados todos os dias. Ora, eu votei, eu posso sondar meu deputado ou senador.

Agora, se existem dois canais: TV Câmara e TV Senado que justamente, fazem quase que por completo, este meio de campo entre político e eleitor. E me pergunto: por qual razão estes canais apenas são disponíveis para aqueles que possuem tv por assinatura ou parabólica? Por qual motivo não são transmitidos em tv aberta? Devido a audiência? Interesses escusos?

Numa eleição democrática, pobres, ricos, brancos e pretos, por exemplo, são considerados ELEITORES, ou seja, as diferenças são deixadas de lado e o que mais importa é o VOTO de cada um. Mas a idéia de igualdade dura apenas cinco minutos. Passada a eleição, vem a posse do tal canditado eleito, no caso, o que irá ocupar um lugar no Congresso Nacional.

A partir daí, todos voltam a ser como antes, pobres continuam pobres, ricos continuam ricos e assim por diante. Mas os deputados e senadores eleitos, permanecem lá, legislando, votando, faltando ou passeando. E nós eleitores que somos instigados a votar para que a democracia prevaleça, ficamos sem saber (a não ser os que procuram saber), como o deputado em questão trabalha dia após dia.

Os veículos que poderiam nos trazer respostas, ficam restritos a poucos. Digo poucos, pois a quantidade de lares com tvs por assinatura ou parabólicas é pífia, mínima. A tv ABERTA não deveria ser ABERTA também para assuntos políticos, para que eu pudesse saber como estão as coisas no CONGRESSO NACIONAL? Ou será que, a MASSA não precisa saber o que acontece em Brasília, já que é comprovado por a mais b que as clasess"c,d e e" são as que mais assistem televisão, e por este motivo, o fato de não termos as tvs Câmara e Senado abertas ao PÚBLICO EM GERAL, há a "exclusão boa parte dos brasileiros" no tocante a informação sobre o dia-a-dia dos nossos digníssimos deputados e senadores. Por quê?

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Notinha no jornal

Deixei para comentar a notícia a seguir num post exclusivo, só dela. Você se recorda de um fato ocorrido há quase dois anos na cidade de Taubaté, interior se São Paulo em que uma jovem teria colocado cocaína na mamadeira da filhinha de um ano e três meses e matado e criança com uma overdose? Pois bem, a sentença final saiu: a mãe foi considerada inocente.

Ela sofreu humilhações, foi agredida fisicamente no presídio em que esteve presa por quase 40 dias, foi taxada como perversa, louca e assassina. Resumindo: a jovem foi condenada sem direito a defesa e sem mesmo ser julgada pela justiça.

Absolvida deste crime bárbaro, a jovem disse estar satisfeita com o fato de a justiça ter sido feita. Mas merece uma indenização do estado, direito a ter espaço nos veículos de comunicação como forma de protesto e acima de tudo, ter o caso desvendado por completo. Ela foi inocentada mas o crime ainda não tem um culpado.

Espero justiça. Não somente justiça por parte do judiciário, mas sim, justiça por parte da imprense que através da linha editoral traçada neste caso, inferiu a todo instante que a jovem era muito mais que suspeita.

É isso.

Notícias...

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Terça-feira é dia de comentar o que mais importante aconteceu no Brasil e no mundo. Então vamos aos fatos...

O governo de São Paulo quer proibir que as pessoas não mais fumem em lugares públicos alegando que o "fumo passivo causa danos em dobro do que os fumantes ativos". Isoto é verdade, concordo. Mas tentar proibir deliberadamente já de demais. Não seria melhor coibir a fabricação dos cigarros? Que fechasse as empresas e não coibisse o direito que o fumante tem de fumar. Quem fuma sabe o mal causado pelo cigarro em seu organismo. Continua a fumar, pois um vício, ainda fomentado pelo "bem-estar" que a todas aquelas substâncias químicas provocam. Mas simplesmente proibir? Ora, é uma medida simplória demais.

Os arapongas estão por aí. Gravando as conversas e esperando que numa delas, um segredo, uma bomba seja assunto principal nas ligações. A transcrição feita de uma conversa entre o presidente do Supremo Tribunal Federal e um senador, não tinha nenhum "escândalo" ou algo comprometedor, mas mostrou que os grampos existem. O presidente demitiu a diretoria da Agência Brasileira de Inteligência. Foi o mínimo que poderia fazer. Das duas uma: ou algo de muito significativo foi gravado pela ABIN e ainda será revelado ou a arapongagem sem medidas, permeia nos três poderes apenas para mostrar a fragilidade deste sistema.

E o nepotismo? Contratar parentes sem concurso público é crime, é injusto e vergonhoso. Políticos fazem desta ocupação um efeito cascata empregando a família inteira. E ainda surgiu no senado uma lei propondo que cotas fossem criadas na empregabilidade de parentes. Aí já é demais! No poder judiciário, foi um sacrifício acabar com esta prática e no lesgislativo, querem enrolar até não poderem mais. Alegam que os parentes têm contas a pagar, despesas mensais e não podem ser demitidos imediatamente. Mas fica a pergunta: você que está de fora, aceitaria ou não esta marmota?

Obama ou Macain? De um lado, um negro e de outro, um branco. Um ainda é novato e o outro, cobra criada. O que dizer sobre estes dois aspirantes à presidência dos Estados Unidos? Julgam o candidato democrata pelo fato de ser negro: "Seria o primeiro presidente negro da história americana", apontam algum jornais. Ele é descendente de muçulmanos, tem nome parecido com o do inimigo número 1 do tio sam e tenta provar ser capaz de governar o país mesmo sendo considerado inexperiente. Macain foi prisioneiro de guerra, foi um dos que disse sim para a invasão americana no Iraque, conhece o sistema e tem cara de "avô perfeito". Assim como em toda eleição, aparências são fundamentais. Melhor dizendo, a imagem conta muito. A filha da canditada a vice-presidência de Macain tem apenas 17 anos e está grávida. Esta notícia caiu como uma bomba, pelo simples fato de o partido ser conservador até o fio do cabelo. Enfim, nesta eleição, por mais que o canditato tenha propóstas excelentes para salvar a economia americana e reerguer o espírito patriota, o que vai contar será mesmo o cartão de visitas: a boa e velha IMAGEM.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Quem tudo quer...

...No post anterior estava teorizando o quanto o jogador Robinho iria penar se continuasse no Real Madrid. Pois bem, ele foi vendido para o Manchester City. Até aí tudo bem. Um jogador de futebol nada mais é que uma produto a ser vendido e como tal, deve estar em plena forma física e técnica. Mas o craque queria mesmo era ir para o Chelsea, os "blues" como são conhecidos.

Atrelado ao clube, empresário e interesses diversos, o jogador teve de ir para o time que não queria. Não é engraçado? É como vender a alma ao diabo: vende-se a alma para conseguir algo na vida, não é bem assim que esta prática preconiza? O jogador teve o que queria (claro que não vendeu a alma ao diabo, é somente uma analogia). Foi revelado pelo Santos, e segundo consta, junto com o empresário, forçou uma saída para jogar no time "merengue" (Real Madrid) e novamente, queria sair do clube em que jogava para atuar num outro clube de outro país.

E a tática deu errado. Mas será bem remunerado por ser integrante do time de Manchester. Não era que o que realmente queria, mas continuará jogando e mostrando todo o telento e malandragem, no bom sentido da palavra agora, nos campos ingleses.

Boa sorte Robinho.

Segunda é dia de Esporte

Todas as segundas-feiras eu vou postar comentários sobre o mundo dos esportes. Afinal, o objetivo do blog é ser democrático inclusive com os assuntos abordados.

Então vamos lá: meu time do coração (Palmeiras), quase deixa de vencer a partida contra o Atlético/PR porque o árbitro interpretou erroneamente o lance que originou o pênalti. E o cidadão que cobrou o pênalti, aderiu e ainda por cima, aumentou o tempo da tal "paradinha". Ele ajeitou a meia, coçou a cabeça, arrumou a bermuda, pensou na família e por último, cobrou o pênalti. Ora, aquilo não foi uma "paradinha", estava mais para parada militar de 7 de setembro.

O Grêmio ainda é líder do Brasileirão, mas meu verdão vem logo em seguida. Então: te cuida tricolor do Rio Grande.

O Corinthians continua sendo o 21º do campeonato. Se o tme não subir para a divisão de elite, é melhor partir para outros esportes.

E o Robinho... tentou ir para time treinado pelo Felipão e recebeu um sonoro "não" da diretoria do Real Madrid. Tentou forçar uma situação e novamente a tentativa foi para o beleléu. E agora fica a pergunta: qual será a retaliação que o jogador vai sofrer no clube? Vai entrar aos 46 do segundo tempo em todos os jogos? Vai ficar de fora dos clássicos? A corda sempre arrebenta para o lado mais fraco.

Vai dar Nadal e Federer novamente numa final de Grand Slam? Teremos algum brasileiro se destacando no futebol internacional? Veremos um brasileiro novamente ser campeão da Fórmula Indy? Bom, respostas na próxima semana.

E só para constar: meu blog foi criado depois das Olimpíadas, mas não poderia deixar de tecer um pequeno comentário sobre a atuação da nossa delegação: aqueles que acreditam que a atuação do Brasil em Beijing foi razoável (medíocre), nunca pegaram numa bola, se esforçaram fisicamente ou treinaram oito horas por dia. São homens fora do peso, engravatados e muitos nem conhecem algumas modalidades esportivas. E os meros mortais que também criticaram a delegação brasileira por conta de erros, frustrações dos esportistas e falta de competitividade deles para com atletas de alto-nível, fica a reflexão: "os atletas que competiram, são os melhores que o Brasil produz. Se não obtiveram resultado, a culpa é do próprio país que não investe em outras modalidades a não ser o futebol, e não massificam determinados esportes, pois da quantidade é que se retira a qualidade. E todos os medalistas, de alguma forma, tê pratrocínio próprio e podem treinar em nível de excelência, ao contrário de muitos, que penam, sofrem e ainda por cima, foram taxados de meros participantes ou mesmo figurantes para que as estrelas (os competidores de alto-nível) aparecessem.

É isso.

domingo, 31 de agosto de 2008

Prazo de Validade

Sempre fui muito preocupado com os prazos de validade de alimentos como leite, queijo, iogurte, entre outros. O fato de uma data específica determinar que aquele produto não servirá mais, e terá de ser jogado no lixo, é algo de certa forma interessante. Então, os fabricantes sabem que se o produto não for consumido até o dia "x", ele deverá ser descartado. E como as empresas sabem que um produto tem vida útil?

As indústrias de alimentos sabem que tais produtos têm uma vida já estabelecida por conta dos ingredientes contidos. Resumindo, são produtos perecíveis. Por meio do cheiro, gosto ou mesmo aspecto, é fácil identificar se o produto não serve mais para p consumo. Haja visto que frutas, verduras e legumes, por exemplo, muitas vezes não são "marcadas com a data de validade".

Será que o prazo de validade também é cabível em nossa vida? Será que sabemos que uma relação amorosa ou mesmo de amizade está com tal prazo de validade vencendo? E como identitificar tal questão?

Sinais e indícios de que uma relação não vai bem e está próxima de "estragar" são dadas em determinados momentos. Porém, o ser humano é complexo. Não é algo fabricado com função específica. Os ingredientes são variados, podendo ter um prazo de validade diferente um do outro.

Não dá para carimbar um prazo limite para a vida útil de um namoro, casamento ou amizade. Mas seguindo os exemplos dos alimentos, é necessário acompanhar o dia-a-dia destas relações para que saibamos quando há o desgaste, o desencanto ou melhor, quando a validade está vencida. Sabemos que ao ingerir alimento vencido, este pode ocasionar danos ao nosso organismo assim como, ao notarmos que a relação não merece continuar já que sabemos o quanto poderemos penar se persistirmos com ela.

Agora eu pergunto: "sabemos mesmo identificar quando uma relação está com o prazo de validade vencido"? Complicado.

A construção do que somos

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O filme Hannibal - A origem do mal , mostra a história de um garotinho inofensivo e carinhoso que vivencia momentos de alegria até que sua família é obrigada a se retirar do local em que moram por conta da perseguição aos judeus. Eles fogem para uma casa teoricamente longe de qualquer perigo. Uma tropa aliada avista a casa e pede que os habitantes lhes dêem suprimimentos. Uma ataque aéreo dos nazistas inicia o embate entre os soldados "do bem contra os do mal". Tiros e explosões a parte, a família, exceto a irmãzinha de Hannibal, morre durante o confronto vítimas de tiros perdidos. Sozinho em casa, o garotinho tenta cuidar da irmã como pode. Bandidos avistam a tal casa e entram. Vêem que somente dois meninos estão na residência. O frio aumenta e as chances de sobrevivência tanto dos irmãos como a dos bandidos, tornam-se pequenas. Com fome e sede, os bandidos não pensam em outra alternativa: comer a garotinha.

A partir de então, Hannibal, o bonzinho, o carinhoso cresce e ganha personalidade macábra, psicopática. Nos três primeiros filmes, há um Hannibal inteligentemente perverso. Neste filme, a intenção foi justificar os atos cometidos pelo canibal através da narrativa de sua biografia. Um filme como se diz, de trás para frente, linguagem conhecida como "pirâmide invertida".

Ora, será que os fins justificam os meios? O fato de vivenciar uma cena chocante modifica por completo nossa personalidade? Ou algo intrínseco existe e que por motivos quaisquer, aflora em nosso corpo, em nosso cérebro e a partir de então, toma forma e alma?

Traumas, dores profundas, visões impactantes, podem modificar para sempre a vida de qualquer um. Porém, se estivermos sugestionáveis para que estes momentos mais aquilo que co-existe em nosso interior, nos mofificará para sempre?

E uma outra teoria: dizem que ao adotarmos uma criança, não sabemos se ela nasceu com defeito de fábrica ou melhor, com algum desvio genético, por conta de sua origem. Ora, mas ao ser criada pelos pais adotivos, valores sejam eles bons ou maus, serão repassados para a criança e a pergunta que não cala: o que somos hoje, advém do que já somos internamente ou agrega-se a isto, tudo o que o ambiente nos cerca e sendo algo bom ou ruim, ativa em nosso interior, o que se pode chamar de contra-ataque a estes momentos?

Difícil, hein?

sábado, 30 de agosto de 2008

Braveheart - Lições para a Vida



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Disse William Wallace para a princesa Isabel de França quando estava preso no calabouço do castelo prestes à dirigir-se para a "morte": "Todos os homens morrem, mas nem todos vivem de fato".

O que o personagem quis dizer com esta colocação é simples: o final todos sabem, mas até chegramos ao fim da linha, a maioria deixa-se privar de tudo o que sonhou, desejou e esperançou pelo simples motivo de não arriscar com medo de errar, falhar ou ser julgado.

No filme, Wallace luta pelos seu ideias até a morte e mesmo depois dela, sua memória é lembrada. Ele seguiu seus ideiais não obstante a traições e conspirações contra sua vida. Foi até o fim com o mesmo pensamento. Poderia ele ter desistido e se rendido aos domínios do rei? Sim, poderia. Mas seria um ato contraditório a tudo aquilo que sempre sonhou para si e para seu povo: a liberdade.

Voltando ao núcelo da frase, viver é bom desde que seja para trilharmos nossos caminhos e no fim da estrada dizer que "valeu a pena". Acredito que Wallace tenha pensado isto antes de ser decapitado: "Valeu a pena ter vivido, pois fiz o que achava que deveria ter feito".

E você, você vive de FATO? Ou apenas RESPIRA?

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Novo Mundo



A internet é o veículo de comunicação em que as informações se propagam rapidamente. Por esta razão, navegamos às vezes sem rumo certo, podendo até nos perder diante das possibilidades que ela nos apresenta.

Quando decidi criar este blog, queria um nome de acordo com o que realmente sou: uma cabeça pensante. E um espaço onde eu pudesse expôr minhas indéias, expurgar aquilo que sinto sem muito pudor, é justamente aqui, num blog.

Assuntos da atualidade, como política, economia, esportes, variedades e críticas diversas, serão postadas aqui. Além de temas que gosto como roteiros de cinema em que farei um contraponto com a vida cotidiana e os conflitos existentes.

Espero atualizar com aciduidade, e principalmente, que aqueles que visitarem o blog, comentaem os assuntos e se gostarem (espero que gostem) indiquem o blog a outros que assim como eu, não param de pensar sobre tudo. Tudo mesmo.