terça-feira, 30 de dezembro de 2008
LIÇÕES QUE O MAR ENSINA
A alegria muda de lado. O novo chega a assustar a cada passo dado. Sabendo que não é tão fácil assim, o jeito é fechar os olhos respirar fundo e deixar a água salina molhar os pés. Que se gelam. Ou melhor, que inicia o gelo interno, que faz a espinha dorsal se contorcer toda. Mas é necessário continuar.
Passos lentos na água fria. E a cada passo dado, a areia se distancia. A cadeira fica mais longe. Voltar atrás significa desistir do novo e voltar ao que se conhece. Dúvida cruel? Dúvida boa de sentir.
A canela está coberta. Os pêlos arrepiados. Já se pode fazer o ritual de colocar as mãos na água e molhar-se. Sentir os pingos tocarem o peito e as costas. Cria-se a vontade de sair imediatamente e correr para dentro da toalha.
Não. Seguir, continuar e ver no que dá. É isso. Ver no que dá. Se for bom, ótimo. Se for ruim... Não será ruim.
Já não se vê com nitidez as coxas. A roupa de baixo está completamente molhada. O princípio da desistência ganha forma de enfrentamento. Pode-se sentir a calmaria das águas. O que antecipa outra novidade. A onda.
O quebrar da onda aumenta o nível da água que por agora, atinge a barriga. A primeira onda não se esquece. Passou pelo corpo como se ele fosse transpassável, invisível. Como se nada pudesse desestabilizar a base sólida criada.
Agora não há mais volta. Pés, pernas, cintura, peito e costas molhados. Cresce a ânsia para desbravar a imensidão, o oceano.
Uma onda que passa é um pulo que se dá. Outra onda que chega, mais um pulo é dado. E assim os minutos se passam e a vontade de se molhar por inteiro aumenta gradativamente.
Só é possível ver cabeça. Braços e pernas balançam por debaixo da água. É inevitável dar o ‘último passo’. Tudo o que deveria acontecer para evitar tal decisão, já se foi. Agora: é mergulhar de cabeça. Enfrentar o que há de vir; desbravar de vez as profundezas; prender a respiração e finalmente, banhar-se por inteiro, por completo, sem se arrepender depois de como os cabelos vão ficar, de como o rosto vai ficar.
O oceano é como a vida. Não adianta a água molhar os pés, é preciso mergulhar de cabeça, enfrentando medos, dificuldades. Só assim, saberás o que há de verdade no fundo desse mar. Talvez o tesouro escondido esteja justamente escondido por entre algas e mariscos. Por não acreditar nisto, perde-se a chance de ser feliz.
FELIZ 2009!
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
A BALANÇA
Avaliar o ano que passou depende muito do ponto de vista, depende de como cada fato necessariamente afetou ou não sua vida, sua rotina, seus pensamentos, suas emoções.
Confesso que este ano não "passou num piscar de olhos" como já ouvi por aí quando alguém diz "nossa, já é Natal!". Acredito que tenha sido o ano em que fui feliz e fiquei triste e no resumo da ópera, felicidade e tristeza se misturam. Uma foi sucumbida pela outra. Uma se perdeu, a outra está presente. Uma não aguentou, a outra perdura.
Ninguém aqui precisa saber como foi literalmente o ano do tal blogueiro. Aqui não é lugar para exposição de vida particular. Se bem que em todos os meus posts, há muito de mim. Muito do que eu penso, muito do que sou e muito do que desejo a todos.
Por meio deste blog, revi amigos, fiz novos amigos, oportunidades bateram em minha porta. Por meio deste blog, pude externar o que penso sobre determinados assuntos. Por meio deste blog derramo letras salinizadas.
Tudo esse ano, descobri a quem posso recorrer; quem são as pessoas que se importam comigo; que cumprem o que prometem ou que foi combinado (ou que não foi cumprido); descobri muito sobre a vida, sobre assuntos até então não-descobertos e guardados para que pudesse descobrir e lidar da melhor ou pior forma possível.
Claro que tive momentos bons. Até saí na revista. E acima de tudo, tive a chance e o privilégio de poder usufruir o que a vida nos traz e nos mostra. Mas a vida é como um trem que não tem parada. Ou você deixa o trem passar ou pula de qualquer maneira e entra, e lá dentro, tudo se ajeita.
Os que me conhecem e que leram meus posts ao longo do ano e sabem um pouco sobre mim, vão entender o que pretendi com este post.
As lições que levo deste ano para o que virá são várias, como sabedoria; tenência; cuidado, paciência; senso de oportunidade; de saber em que lugar errei e tentar consertar tal erro; e acima dos pesares, dos problemas que tive, das dificuldades mil que enfrentei, das dúvidas, incertezas e do cansaço, pude experimentar o lado bom da vida. Pude saborear o melhor que ela pode oferecer. Mas como água do mar, se foi por entre os dedos, como areia que o oceano tras, deixou em minhas mãos as mais sólidas lembranças que vou guardá-las com profundo afeto.
Deixo aqui minha profunda e eterna gratidão a vida, por ter me dado tudo o que sempre quis ter, e que não soube cultivar como deveria. Estou indo para minha décima São Silvestre e nada de ter a chance de ganhar o prêmio (novamente). Tirei a sorte grande, sabia? Sorte esta, que poucos têm a oportunidade de tê-la e que não soube ser merecedor, ou fiquei tão embasbacado a ponto de não cuidar, não confiar e não regar a semente plantada.
Fiz muitos planos este ano, junto e separado. Quase nada deu certo. Acredito que minhas insistências funcionaram em algumas ocasiões. Noutras, nada puderam fazer. Mas tenho fé que tudo o que foi bom, será ainda melhor no próximo ano. E que sinto muito por não ter podido ser o que eu mesmo queria que eu fosse.
domingo, 30 de novembro de 2008
[RE]COMEÇO - A química da vida
Não sei como será daqui para frente. O mundo gira, a roda da vida não pára. A cabeça que tudo pensa está em ebulição. Tudo o que borbulha, evapora a não ser que alguém desligue o fogo e acalme as partículas que se juntaram rumo à atmosfera.
Somos mesmo como aulas de química. Se a mistura entre elementos não for adequada, tudo pode sair errado. Mililitricamente, a dosagem certa para sermos pessoas felizes é uma medida quase impossível de se conseguir. Uma fusão ou fissão acaba com tudo. Tudo mesmo. Bagunça a ordem funcional. Desorganiza. Desbalanceia. Por isso, é que nas aulas de química, aprendemos a balacear a equação na composição de uma fórmula química somada a outra fórmula. O equilíbrio é fundamental.
Quando há este desequilíbrio, a calma, concentração e a vontade de recomeçar do ponto em que errou, é a tática do químico. Quando as ligações estão em desarmonia, descompassadas, mudando a nomenclartura, deve-se estar atento: é bem capaz de confundirmos e nomearmos erroneamente tais ligações.
A química explica muito sobre o que é viver. Pode-se viver sozinho. Mas a partir do momento em que há junção de outró elemento químico, o ganha-ganha ou perde-perde, precisa estar bem definido. As relações se baseiam no agregar valores. Mas há sim, a chance de que um elemento extermine com o outro, oxide. É o chamado inimigo químico.
E o cheiro? Gosto? Textura? Cor? Tudo isso é obra das reações da receita química. Vertendo para o mundo real, são consequências do que somos e de como nos portamos. Ser ácido é para uns, mecanismo de defesa, mas há pessoas adeptas á acidez da vida. Ser básico ou neutro, não tomar partido, talvez seja a grande generosidade que ainda falta.
Ser como molécula de água, que nutre, dá a vida, conduz energia, é como ter ganho um presente de Deus. Muitos disperdiçam tal dádiva. Muitos se esquecem que deles, depende a sorte do outro.
Os tubos de ensaio, os beckers, pipetas, enfim, mecanismos de medição, muitas das vezes não são usados em nosso cotidiano. No achômetro, achamos que tudo está às mil maravilhas. Ledo engano.
Um texto sem pé nem cabeça, mas necessário. Em época de vestibular, a química nos ajuda a entender a fórmula de como viver e viver bem [ou tentar].
Nas entrelinhas deste post, o bom entendedor compreenderá o significado do contexto geral destas palavras.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Espetacularização do sofrimento alheio
Sempre digo que se houvesse boa distribuição de renda neste país, as ONGs seriam extintas. Todos teriam moradia, dinheiro para pagar uma consulta/tratamento médico, bem como suas contas e poucos seriam os chamados, devedores. Aproveitando da fraqueza da pessoa em dificuldade financeira e apostando na sensibilidade do brasileiro que de certa forma, se identifica com um determinado problema ou dilema dos participantes de tais programas de tv, os programas em questão, "ajudam" e promovem a elevação da dignidade destes cidadãos.
Escrevo isto, pois no caso Eloá a fórmula não é diferente. A mídia utilizou o fato que a cada ato falho e irresponsabilidade de terceiros que fez com que o caso ganhasse mais e mais notoriedade e volume desnecessários, abordasse da sutileza ao sensacionalismo, tal tragédia. A cada hora que passava, o protagonista gozava da fama obtida; dominava a cena; fazia sua interpretação ser reconhecida, ser objeto de estudo, de desejo. Como um bom ator, concedeu entrevista. Como boa jornalista, a entrevistadora o deixou falar, o deixou sentir-se na calçada da fama. Foi ingênua, porém perspicaz; foi amiga, porém interesseira; foi solidária, porém almejou algo em troca, e conseguiu. Ele, como uma estrela de marca maior, fez exigências assim como as bandas internacionais pedem trezentas toalhas brancas. Como a mocinha indefesa, Eloá se comportava como tal. Coadjuvante, Nayara teve seu momento solo quando as luzes voltaram para ela, enquanto o ator principal se dirigia à cochia tomar um copo com água.
A narrativa bem escrita, precisava de um desfecho a altura daquele espetáculo. Precisava ser algo impactante para não contradizer toda a peça, que teve um início arrebatador; um meio alucinante, e um final...sem precedentes.
Perfeito. Para quem gosta de finais surpreendentes, assim como eu, digno de ser indicado ao "Kikito".
Breve nas melhores locadoras do ramo. Procure na sessão bizarra da locadora. Talvez na parte trash você o encontrará. E esperem que a continuação desta história vai dar o que falar.
Se o final fosse feliz assim como nos contos de fada e nas novelas não seria a vida real. Seria mais uma história ótima com um desfecho para alegria geral da nação.
sábado, 11 de outubro de 2008
De boas intenções...
O tema do post é sobre como nossas vibrações influenciam nosso dia, nosso trabalho, estudo, relações interpessoais. Pessoas pessimistas, que só nos colocam para baixo devem ser banidas do nosso convívio, ou mesmo, serem ignoradas. Me atrevo a dizer que são pessoas mal amadas.
Só que de boas intenções o inferno está cheio. Não adianta apenas tê-las. É preciso colocar a teoria para funcionar. Se o importante é competir, não fique bravo se você perdeu; se a pessoa ao lhe entregar um presente disser que "é só uma lembrancinha mas é de coração", não fique puto ao abrir o pacote e se tratar de um jogo de cante e lapiseira; se tudo estiver dando errado e alguém lhe disse que "só não se dá jeito para a morte", não pense que a tal pessoa está gozando com a sua cara.
Devemos sim, pensar que tudo vai melhorar, que vai passar. Temos que acreditar nisto, senão a coisa vai degringolar e aí, já era.
Eu acredito que podemos sim, mandar boas vibrações através das nossas mãos. Que nosso cérebro pode trabalhar em favor de um bem maior. E o que vale mesmo, é a intenção.
Veja você: o site do Santuário Nacional de Aparecida oferece fiél o ícone chamado "Vela Virtual" em que o internauta deve clicar em "acender vela". Ele então, deve preencher um cadastro e escrever a intenção pela qual aquela vela virtual será queimada. A duração desta vela é de uma semana e o internauta pode ao longo dos dias, por meio de um código, verificar o quanto a vela virtual já queimou. Até este momento, a parte em que há a chance de procurar outras velas acesas de outros fiéis saiu do ar. Talvez um volume muito alto de pessoas estejam fazendo a mesma coisa: acendendo uma vela virtual para Nossa Senhora Aparecida.
Ora, mas o barato não é ir até o local, acender a vela e fazer uma prece? Será que o pedido de oração feito por meio da vela virtual terá menos valia que fazê-lo no local, naquele clima religioso, inalando aquele odor de velas e mais velas derretidas? Mas o que vale não é intenção? Então para quê se confessar com o padre sendo que Deus vê tudo o que fazemos de errado? Hein?
Para constar, o site é http://www.santuarionacional.com/
Fico no aguardo de comentários sobre este assunto.
Até mais.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Não pertencemos à ABNT
Gosto sempre de citar a definição das palavras a fim de elucidar o contexto de um comentário. Vamos lá: segundo o dicionário Silveira Bueno, padronização significa igualamento; realização em série usando o mesmo padrão (modelo oficial de pesos e medidas legais; modelo; desenho de estamparia); o mesmo modelo.
O papel da ABNT é ser o guia oficial sobre produtos fabricados ou mesmo construções feitas para que nada saia descompassado, fora da metragem e das exigências internacionais.
E o 'kiko'? Bom, está mais do que óbvio o assunto principal deste post. Igualamento de acordo com o mesmo dicionário é a qualidade de ser igual, nivelamento. Não quero fazer juízo de valor. Hoje vou apenas expor situações e panoramas do cotidiano. Para ser modelo, a garota além de ser linda, deve ter requisitos que a façam seguir na carreira. Um engenheiro precisa calcular com exatidão e elaborar um projeto condizente com as normas oficiais, senão a obra é embargada e há sanções sobre tal profissional. Um operário numa indústria de automóvel, precisa aperta um parafuso naquele momento, naquela posição ou algo pode ocorrer futuramente com o carro a ser produzido. Enfim, a padronização e o igualamento servem para: sobrevivência num mercado de trabalho; segurança e produção em série estruturada. E na vida real?
Somos feitos de carne, osso, água e alma. Não somos um produto final de uma fábrica e nem mesmo uma casa. O nosso fim existe cada vez que dormimos. Esperar, obrigar, taxar, normalizar alguém de acordo com aquilo que julgas ser um padrão de vida, de vivência, comportamental e/ou religioso é olhar para o próprio umbigo se achar presidente da ABNT, alguém que checa, analisa, avalia e aprova.
Ora, já pensou se todos fossem normalizados? Todo mundo igual, pensando e agindo da mesma forma. Por isso que as tribos se formam. São pessoas "padronizadas" e ao mesmo tempo excluídas, e por quem? Pelos que concluem que góticos, emos, clubers, patricinhas, mauricinhos, gays, lésbicas, carolas, fanáticos, esportistas, modelos, favelados, negros, deficientes, não fazem parte da cartilha de normas por eles escrita.
Vivemos uma apartheid glamurisada pelo simples fato julgar com este ou com aquele não devo dirigir a palavra ou cumprimentar.
Século XXI minha gente, cuidemos de nossas vidas, sejamos libertos das amarras do pré-julgamento; preguemos o fim das normas por nós construídas.
Não quero que o mundo seja uma baderna, anarquia, amoral. Quero que as pessoas intruduzam a ética em suas relações, pensamentos, ações, comportamentos. E não sejam hipócritas, mesquinhas, indesejáveis (aliás, assisti a um comercial português em que uma mulher branca senta-se ao lado de um negro dentro do avião e pede para a aeromoça encontrar outro lugar, pois não queria ficar ao lado de um negro. A aeromoça disse que conversaria com o comandante para acabar com o impasse. Ela retorna e diz que era inadmissível alguém permanecer ao lado de um ser desprezível e repugnante e que uma poltrona na primeira classe estava vazia. Ao final ela diz: senhor, me acompanhe até a primeira classe).
Até mais.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Minutos que valem por quatro anos
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
O eterno recomeço
Quantas vezes você estava escrevendo um texto no Word e de repente, sem mais nem menos, o computador travou? Quantas vezes um relacionamento entre você e alguém que tanto gostava se rompeu? E quando uma ação que fazia não chegou a ser finalizada? O que você fez: gritou, esperneou, falou mal Deus e o mundo, berrou, puxou os cabelos? Bom, é claro que uma reação destas seria perfeitamente normal e compreensível. Mas e depois deste ataque de nervosismo, qual a saída? É simples, porém difícil: recomeçar!
Adivinhou qual o nome da música a que me refiro neste post? Acredito que sim. Em Começar de Novo, Ivan Lins e Vitor Martins dividem a composição em dois blocos. No primeiro, a letra tem relação com fatos que nos acometem e como o ser humano age quando nada dá certo: “ter me rebelado, ter me debatido”, pois somos itempestivos em algumas situações. Mas ao analisarmos tal atitude e perceber que realmente não somos e nem agimos desta forma, retomamos o plumo das coisas, viramos o jogo na tentativa de vencê-lo: “ter virado a mesa, ter me conhecido;ter virado o barco, ter me socorrido”.
Na segunda parte da canção, há a uma analogia entre o fim de uma relação amorosa e a total dependência que existia. Sabe aquela história do “eu não vivo sem você; sem você não sou ninguém”, bom, na letra desta música uma estrofe mostra muito bem isso. “Sem as tuas garras sempre tão seguras; sem o teu fantasma, sem tua moldura; sem tuas escoras, sem o teu domínio; sem tuas esporas, sem o teu fascínio". Oh dó! Como é triste terminar um namoro, casamento, caso, casinho ou algo do gênero.
Como nós somos propensos a sofrer e viver na amargura, não é mesmo. Mas e quando se chega ao fundo do poço, o que fazer? Há duas grandes opções: ficar ou sair. Lá nas profundezas da terra, se a opção for subir, uma grande e imensa dificuldade serão encontradas. As dificuldades são físicas e psíquicas. O processo para emerger chama-se catárse: é quando não mais como descer e a única maneira é subir. Para os que sofre de depressão ou síndromes que afetam a vida social e emocional, é óbvio que tal atitude é lenta, metódica, mas NECESSÁRIA. A opção em ficar no fundo desse poço significa se entregar, desistir, falhar. Portanto, há duas saídas: virar o jogo ou perder a batalha; dar a volta por cima ou cortar os pulsos; erguer-se ou afundar-se de vez.
Para isto, a única pessoa que pode fazer tal boa ação a você, é você mesmo. Ter coragem, enfrentar so desafios que tal recomeço possa nos colocar, necessita de força de vontade, garra, fé em algo que acredites, mas acima de tudo, procurar ser feliz. Não é possível que estamos na terra apenas para viver. Acredito em algo muito maior, e como a letra diz: “começar de novo é contar comigo”, contar com o pensamento positivo, com o desejo buscar a felicidade.
O fato é que este conselho, o de recomeçar, reduz todos nossos problemas e covardias numa única palavra. Chega a dar raiva, mas vejamos: seu relacionamento terminou e você vai chorar a vida toda? Recomece, deixe a porta do coração aberta. Foi mal na prova e então vai se lamentar, mandar o professor a casa do chapéu? Recomece, estude para que na próxima você se sair melhor. Levou um fora e agors vai lá na dispensa achar e comer uma barra de chocoates? Recomece, ame a si mesmo e valorize o que você é.
Para tudo na vida há uma saída. No caso, [in]felizmente, recomeçar é a principal. Deixar o orgulho de lado e o tal amor próprio que impedem que você enxergue outra saída para que algo maior, a sua felicidade seja elevada a um grau mais alto, é dureza para muitos, mas indispensável. E recomece quantas vezes for preciso. Não é demérito e nem pensamento derrotista começar de novo. Já que estamos vivos para sermos felizes, nada mais justo que buscar a perfeição da vida. E que falem de você e sobre você. Quem paga as suas contas? Quem vai ficar num caixão envolto a rosas e coras de flores?
E quando quiser recomeçar com todas as suas forças, tenho certeza de que: “vai valer a pena ter amanhecido”.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Notícias...
O nosso excelentíssimo senhor presidente da República Luís Inácio Lula da Silva discursou agora há pouco na abertura oficial da Assembléia Geral da ONU. Reclamou dos subsídios agrícolas de países ricos para com produtos dos países subdesenvolvidos; criticou com veemência a intervenção do gorverno americano injetando dinhero público para salvar bancos de investimento da falência; disse que o Brasil está mais rico e que a distribuição de renda melhorou; afirmou que os países sulamericanos estão unidos; que o biodíesel é sim uma ótima saída frente ao petróleo e o encaricimento dos barris e que o problema da fome no mundo é grave e deve sempre estar nas pautas das discussões. Agora pergunto: quem vai contrariar a "otoridade málxima" do Brasil?
Mais uma criança caiu de uma janela de apartamento e morreu. É inacreditável a quantidade de crianças que estão morrendo desta maneira. Será que é uma sinal dos céu?
Como já não bastasse haver a lei que proíbe prisão dias antes da eleição se não forem em flagrante, agora teremos tropas militares em 99 cidades brasileiras para conter qualquer crime ou ilegalidade eleitoral, como compra de voto, voto de cabresto ou coerção. Deveriam eles (os militares) permancerem em outras épocas do ano?
E a economia, hein? É um tal de sobe e desce das bolsas de valores. A globalização e especulação financeira aliada a má gestão de bancos de investimentos americanos são responsáveis por mais este capítulo da crise econômica. E as eleições nos states está chegando. Obama ou McCain?
Bom, amanhã eu volto.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Segunda esportiva
O Brasil perdeu no confronto entre a Croácia pela Copa Davis de tênis e vai disputar a segunda divisão do torneio. Não aproveitamos a "Era Guga", não massificamos o tênis, não deslocamos o esporte de academias granfinescas para o terrão, gramados escolares, praças e centros comunitários. E o motivo: a contrapartida. Quais seriam, para quem iriam e de quanto seriam os retornos financeirod de tais investimentos?
Eita Felipão. Torço por esse cidadão. Quase perde um clássico no campeonato inglês, mas a raça que o Chelsea mostrou não deixou que o Manchester United vencesse. E o nosso RRRobinho foi show. Agora já é o craque do ano. Como as opiniões mudam feito onda do mar.
O que adianta termos duas duplas campeãs do Circuito Mundial de Vôlei de Praia se desde 1996 não temos uma dupla feminina campeã olímpica nesse esporte e se desde Atenas isso não ocorre com os homens? Simples, vá lá e treine sob sol forte ou mesmo sob chuva, frio, preguiça, cansaço. Aí então você tente me comover. Parabéns aos nossos atletas.
Cabou. Volto em breve.
domingo, 21 de setembro de 2008
O que fazer?
http://www.adorocinema.com.br/filmes/longe-dela/longe-dela.asp
Claro que não vou contar o final do filme. Assim como fiz em outras análises, estou apenas explicitanto o que o roteiro oferece. O filme foi adaptado a partir de um conto. Digo que é original, mas me refiro a idéia descrita no livro que serviu de inspiração para a elaboração do filme.
O que fazer se tal situação acontece em nossas vidas? O desapego, estar feliz com a felicidade da pessoa amada, mesmo que esta se esqueça de você e se afeiçoe por uma outra pessoa na sua frente e sem poder fazer nada, você observa que ambos estão de braços dados, enquanto na sua mente ainda há o cultivo de um amor que não se abala.
A atuação dos atores é brilhante. Mas me atenho aos fatos, a propósta do filme. Quando se ama, não queremos ver o(a) parceiro(a) feliz? Claro que sim. Por outro lado, o sentimento de posse, de propriedade que um tem sobre o outro intrinsicamente existe. Numa relação a dois, quando há uma junção dos seres explícita ou na mente de um deles, para que haja uma independência total, a situação fica conflituosa. O relacionamento a distância é exemplo disso. No caso do filme, o marido ama tanto a esposa (ele havia traído a mulher em outras ocasiões) que suporta o fato dela não lembrar mais dos bons tempos que passaram juntos e aguenta firme tal rojão.
E alguém tem culpa nisso tudo? Óbvio que não. O retrato mais singelo é este: não há culpados. O que existe é um dilema. Todo o sentimento de amor é colocado a prova, em teste.
Fico pensando o que eu faria no lugar do marido ou da esposa que tem o cônjuge que também sofre de Mal de Alzheimer e o vê com outra. Estaria amarrado sem poder agir. Sem obrigar que me amasse, sem chacoalhar e implorar que se lembrasse de mim e do tamanho do meu amor. Seria um ato heróico? Creio que seria um ato de amor tão imenso quanto o que se pode ter quando há reciprocidade de sentimentos.
O que você, leitor e comentarista deste blog faria? Se seu pai ou sua mãe fosse protagonista desta história sendo ela a adoentada e ele o marido "traído"? Ou mesmo, se estivesse na posição do esposo? Esqueceria, de propósito esse amor para viver um que realmente o(a) amasse? Caso fosse filho(a), apoiria a decisão de sua mãe? Entenderia o contexto?
E quantos não amamos alguém que se esqueceu de nós? Nem ao menos liga, telefona, sendo que esta pessoa em questão, é nosso verdadeiro amor?
Muito sentimental esse post. Prefiro ser o mais real possível naquilo que escrevo. A vida já está tão complicada para nos questonarmos sobre o "se" ou lamentarmo-nos de algo ocorrido. Mas vale a pena pensar e refletir na proposta que o filme levanta. Quem não assistiu, vá urgente alugar.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Quem espera sempre cansa
Na letra composta pelo cantor e vocalista do grupo Jota Quest, Rogério Flausino intitulada Dias Melhores, o autor inicia desta forma: "vivemos esperando dias melhores; dias de paz, dias a mais, dias que não deixaremos para trás". É simples: vivemos esperando que a paz reine no mundo, mas não fazemos nada de concreto para que ela esteja efetivamente em nossas vidas, a não ser quando um bando de tresloucados se vestem de branco e abraçam uma árvore. Queremos viver um grande amor, mas nem de nossas casas (orgulho, presunção, auto-suficiência) saímos e esperamos que aquela pessoa em questão, venha até nós. Queremos ser perdoados, mas nem se quer temos o trabalho de pedir perdão. Um bom emprego? Claro, desde que eu não me esforce muito e não precise de qualificação profissional, pois demandaria tempo e vontade própria. Espero que ele caia do céu.
Ora bolas, o ser humano que somente espera que a solução de seus problemas, conflitos, amarguras venha do céu, pode esperar sentado. Do céu, somente chuva, raio e granizo. De resto, somos nós que devemos correr atrás, lutar ou pelo menos tentar. Receber um não como resposta é melhor que ficar com aquele se na cabeça. "Se eu tivesse feito isso, se tivesse dito aquilo..." O se não joga, não participa e nesse caso, nem deveria existir. A dúvida, a preguiça, a falta de confiança nos impede de sairmos da zona de conforto e irmos a luta. Mas eu entendo perfeitamente as falhas do ser humano. Também sou assim. E que não é?
Esperar que tudo dará certo mas de certa forma agir, é esperar o resultado daquilo ação. Apenas ficar sentado, remoendo dores, tristezas e rancores na esperança de que com o tempo tudo vai melhorar, é esperar por opção. É muito difícil tomar uma decisão e buscar algo, uma melhora, um grande amor. Mas se é realmente isso que queremos, por que não arriscar. E se quebrarmos a cara, bom também.
A letra prossegue: "vivemos esperando o dia em que seremos melhores, melhores no amor, melhores na dor, melhores em tudo". E de fato o é. Para ser melhor, para realmente fazer diferença nesse mundo a começar no nosso íntimo, temos que demonstrar tudo isso através de atos, posturas, vocabulário, e não apenas esperar que a solução brote da terra. Achar que somente ele/ela deva mudar para que o relacionamento prossiga e achar-se no direito de ser o dono da verdade é no mínimo falta de maturidade, e esperar que tal maturidade venha com o tempo sem ao menos buscar melhorar a cada dia, é fim da picada.
Acredito que a letra esta esteja ironizando toda uma situação. Ela afirma que o ser humano espera dias melhores de uma forma taxativa em que ao mesmo tempo alerta para o ato da espera gratuita. É uma música brilhante, sobretudo por humanizar uma das fraquezas do ser humano que é a de esperar sem ter movido uma palha, a de esperar que o mundo mude sem se tocar que ele faz parte disso tudo.
Quando o ser humano notar que esperou demasiadamente, perdeu oportunidades que lhe foram oferecidas para finalmente sair da zona de conforto, talvez tenha sido tarde e tempo é cruel. Ele pode até mesmo passar pela pessoa em questão sem se despedir.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Noticiando...
Então há mais grampos espalhados por aí? Muito estranho. Amanhã o Ministro da Defesa dará mais explicações a nação.
Quando um líder populista chega ao poder, fica tudo muito bom, tudo muito bem. Até que o cidadão resolve cortar as arestas de quem não está satisfeito com o governo dele. Na Bolívia, a confusão está armada, armada mesmo. Esperamos que o Brasil faça o meio de campo entre os que protestam contra o governos boliviano e a presidência daquele país, e claro, defendendo nossos interesses.
Por enquanto é só.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Esportismo
Meu Palmeiras será campeão brasileiro? Tudo indica que sim. O Grêmio perdeu para o Goiás jogando no Olímpico e parece estar sentindo a pressão de liderar o brasileirão. Mas prefiro aguardar as próximas rodadas.
O time do Robinho perdeu para o Chelsea de Felipão e companhia. Será que o atacante quando fez o único gol de sua equipe na partida, o fez com raiva ou desgosto por não ter ido para o time que tanto queria?
Paraolimpíadamente falando, o Brasil vai muito bem, obrigado. Pena que nosso atleta Clodoaldo Silva tenha sido tão prejudicado nesta edição dos jogos. Até agora, nenhuma medalha de ouro. Mas ver a superação de todos os competidores é simplesmente fora do comum.
O Corinthians vai subir. Mas faço um bolão: ele vai cair ou não para a série B ano que vem? Façam suas apostas.
Amanhã tem mais.
domingo, 14 de setembro de 2008
Subserviência
www.sweetyice.com.br/produtos.asp?pid=17reconhecimento é para quem marcou o gol.
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
O passado já foi presente, e o futuro: virá?
www.estradar.com/2007/10/segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Mecanismo de defesa
Dívidas a pagar, contas vencendo, crise financeira ou no relacionamento, problemas de saúde, conflitos internos, pressão no trabalho ou no cotidiano, icompreensão de terceiros, dúvidas constantes, inimigos por perto, música ruim, filme ruim, telenovela ruim, fracasso nos negócios, morte de uma pessoa querida, morte de uma pessoa que odeia e/ou que te odiava, despejo, solidão, insegurância, impaciência, impotência, inconformismo, não gostar de si mesmo, "optar" por outra orientação sexual, sofrer preconceitos, ler notícia ruim ou notícia péssima, terremoto, maremoto, roubaram sua moto, estupro, assédio sexual, aborto, desgosto, desilusão amorosa, sentimento oprimido, triteza. Ufa!
Todo de de ruim que pode acontecer na vida de uma pessoa. Talvez não tenha mencionado TUDO, mas de qualquer forma, a grande maioria delas, foram descritas. O que fazer quando nos deparamos com algumas destas situações? Dizem que, se estivermos sucestíveis a coisas boas, elas virão e o mesmo acontece para algo de ruim. Eu acredito nesta tese.
Agora, não é bom estar por cima sempre, mesmo que as coisas não estejam nos eixos? Quando o inimigo percebe que nada o abala (claro que ninguém é de aço, mas podemos transparecer que somos), o aitnge, o afilge, ele fica com tanta raiva por não sonceguir atingí-lo e constata que ou você é forte demais ou a maldade foi pequena demais. E assim, você cria um crosta capaz de deter tudo e todos.
Quando uma pessoa começa a malhar, a hipertrofia dá-se por conta do aumento do peso em séries menores. Assim, há a quebra das céluas e ou aumento em dobro. O mesmo deveria acontecer: quando não nos abalamos, penso que nossa força de vontade, nossa capa protetora aumenta mais.
E o que vem a ser a nossa capa protetora? A resposta, na verdade são duas palavras: viver feliz. Isso mesmo, voltando ao terceiro parágrafo. Se o inimigo (interno, externo, subjetivo, sentimental, algo concreto) ver que ao fazer-te mal (direta ou indiretamente) e perceber que sua SEDE DE VIVER é maior que a maldade, ele enfurece consigo mesmo e se acha incapaz de atacar. Faça o teste.
Se, quem paga as contas, quem é responsável pelos meus atos, quem fica, trabalham, quem estudam, quem namora, quem respeita os outros, quem educa, quem sofre e quem morre, sou eu, sou eu e somente eu que devo buscar ser FELIZ. E ser feliz nos dia de hoje, deixam nosso inimigos, as pessoas mal amadas, pessoas que não conseguem se desvencilhar de um problema ou mesmo, aquelas que vivem na frustração, MORDIDOS de tanta raiva que sentem de si mesmos.
Ria, se divertita, dê risada de situações engraçadas ou mesmo de piadas mal contadas e sem graça. E lembre-se: SER FELIZ, É SER FELIZ PARA SI MESMO, SEM SE PREOCUPAR EM AGRADAR OU SER ACEITO, É VIVER EM PAZ, AMAR DEMAIS E TER O SEU PRÓPRIO JEITO. Resumindo, é crira um mecanismo de defesa que extermine as possibilidades de o inimigo de atacar e acima de tudo, de enfraquecê-lo e mostra que você É MAIOR QUE ELE.
Notícias esportivas
E quase deu para o Hélio Castroneves. Largou na última posição, chegou a estar na primeira colocação e no somar dos pontos, até um certo momento da corrida, era tido o campeão da temporada 2008 da Fórmula Indy. Mas o piloto Scott Dixon venceu a corrida (em segundo lugar, por milésimos de segundos, ficou brasileiro Helinho) e sagrou-se campeão da temporada. E mais uma vez o piloto brasileiro terminou uma prova na segunda colocação. Mas valeu o esforço!
Agora, que braço tem Serena Williams, atual campeã do U.S. Open. É gigante! Ela voltou a ser a número um do mundo. Apesar de me simpatizar mais com a Jankovic, era nítido o preparo físico da tenista americana. Não quero estar perto dela quando a tenista ficar nervosa.
A seleção brasileira desencatou ou não fez mais que a obrigação? Ganhamos bem, jogamos bem e estamos na segunda posição das Eliminatórias para a copa de 2010. Mas fica uma pergunta: o time fez uma boa partida, só que há tempos não fazia, por quê? Será que, o que vimos, irá demorar a acontecer? É esperar até quarta-feira para conferirmos.
sábado, 6 de setembro de 2008
A curiosidade matou o gato
http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq053/arq053_02_04.jpgEm Show de Trumman, o Show da Vida algo parecido acontece. O personagem em questão nasceu e cresceu numa redoma de vidro. A vida inteira do cidadão não passou de um mero show, espetáculo, em que TUDO o que fazia, era filmado e veiculado num canal de tv. A cidade era cenográfica, os amigos personagens e as outras pessoas, figurantes. Um diretor roteirizava o dia-a-dia de Trumman: as decepções, os interrelacionamentos, o trauma inserido na vida do rapaz para que não saísse daquela cidade "maravilhosa" (vide a tal perda do pai biológico de Trumman que pretendia contar a verdade para o rapaz sobre a farsa criada). Tudo explicável, tudo muito arrumadinho: o céu, o mar, as estrelas, o sol e a lua, TUDO fruto da ficção.
Até o momento, nada de anormal, afinal de contas, é uma metalinguagem: um filme (ficção) sobre a vida de um homem toda ela inverídica (ficção). Quero chegar ao ponto crucial: o programa, segundo o próprio filme retrata, era sucesso de audiência, pois os telespectadores permaneciam vidrados em frente ao aparelho de tv, acompanhando o que se pode dizer, reallity show daquele pobre rapaz.
Isso mesmo, a curiosidade, a falta do que fazer, o não olhar para o próprio umbigo, faziam do programa, um sucesso. Saindo um pouco da temática do filme e encaminhando-me para a realidade dos fatos, quantas vezes não deixamos de nos preocuparmos com nossos afazeres, nossos problemas, nossa HISTÓRIA e damos atenção, elevamos quase que ao topo, a VIDA ALHEIA e quem as protagoniza.
Somos protagonistas de nossas vidas, bem como, de tudo o que nos atinge ou que fazemos. O fato de olharmos pela janela, fechadura, por sobre o muro, enfim, deixarmos de vivermos nosso "FILME" e nos preocuparmos com fulano ou cicrano (uso do senso comum, mas foi preciso), é até considerado admissível. O ato sufocante é quando tal atitude torna-se corriqueira, uma necessidade fisiológica.
Os curiosos, fuxiqueiros, comentaristas profissionais da vida alheia, deveriam sim, deixar de serem parasitas dos fatos de terceiros e verem como é lindo viver. Viver sua própria vida.
Infelizmente quando tal necessidade fisiológica impreguina até na alma da pessoa em questão, o melhor a fazer é cada vez mais, atuar. Isso mesmo, fazer boas cenas, ótimas interpretações para que o "espectador" simplesmente, aplauda.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Uma semana...
http://www.gerolino.blogger.com.br/calendario.jpgquinta-feira, 4 de setembro de 2008
Irrealidade musicada
Um letrista muito conhecido chamado Lenine, numa de suas canções, chamada "É o que me interessa", aponta que, pretende estar cercado só de quem lhe interessa. Claro que a música não é sobre ele (pode até ser, mas como não tenho certeza disto, prefiro inferir que trata-se de outro sujeito). A letra completa pode ser encontrada em sites especializados. Mas o que me chamou a atenção foi justamente este trecho: "quando eu olhar pro lado, eu quero estar cercado, só de quem me interessa".
Quantos de nós temos o privilégio de somente estarmos cercados de pessoas que nos interessam? Será que ao invés disto, nós aturamos muito dos que nos rodeiam?
Acredito que o autor tenta retratar uma relação utópica dos seres humanos. Ao mesmo tempo em que reafirma que as pessoas entram em nossa vida porque nos interessamos por elas, e que de certa forma há uma identificação estreitando os laços de amizade.
E quando a vida já nos dá pessoas que serão parte integrante do nosso dia-a-dia, sem que possamos escolher? Pais, irmãos, chefes, professores, colegas de trabalho. Não os escolhemos, mas estão em nosso caminho. E de acordo com a música, devemos então nos afastarmos destas pessoas? Mais para frente a letra sugere: "sussurre em meu ouvido só o que me interessa". Ora, então devemos ser como aquela bruxa inimiga mortal da Branca de Neve que tinha no espelho, seu MELHOR AMIGO e que dizia apenas o que ela queria ouvir. Mas quando este, contrariou a vontade da bruxa, tornou-se seu desafeto.
Não estou criticando o letrista, pelo contrário. A música é brilhante, pois sintetiza muito do que somos e queremos para o nosso cotidiano. Somente elojios, aplausos. Quando existe a crítica ou uma "verdade" dita, às vezes não queremos escutá-las e rebaixamos aquela pessoa para o segundo escalão do círculo de amizades.
A vida é composta da relação interpessoal e não de interdependência. Não se pode deter a atenção de todos ou mesmo, por mais amiga que aquela pessoa seja, ela deva somente dizer o que queres ouvir, e voltando a idéia inicial do post, cercar-me de quem e do que me interessa, é impossível. A necessidade não nos permite ver tv o dia todo, viajar, passear. É claro que existem pessoas com esta mentalidade. Coitadas, pois ainda vivem no conto de fadas.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
E depois do voto?
Na esfera municipal, a câmara está mais próxima. É possível verificar como estão os trabalhos daquela casa com relação a votações, comissões e sessões abertas ao público. Todos devemos fiscalizar o dia-a-dia dos políticos, afinal de contas, o salário destes são pagos do bolso de cada um. Tudo bem que temos mais o que fazer: estudar, trabalhar, pagas as contas, sair, nos divertir, mas a fiscalização é fundamental.
E quando se trata dos deputados federais e senadores? Para isto, existe a internet. O cidadão entra nos respectivos sites e verifica se o deputado ou senador eleito participa de alguma CPI; comissão; se está gastando corretamente as verbas que tem direito a gastar; se participa das votações e principalmente, se ele vai á Câmara dos Deputados todos os dias. Ora, eu votei, eu posso sondar meu deputado ou senador.
Agora, se existem dois canais: TV Câmara e TV Senado que justamente, fazem quase que por completo, este meio de campo entre político e eleitor. E me pergunto: por qual razão estes canais apenas são disponíveis para aqueles que possuem tv por assinatura ou parabólica? Por qual motivo não são transmitidos em tv aberta? Devido a audiência? Interesses escusos?
Numa eleição democrática, pobres, ricos, brancos e pretos, por exemplo, são considerados ELEITORES, ou seja, as diferenças são deixadas de lado e o que mais importa é o VOTO de cada um. Mas a idéia de igualdade dura apenas cinco minutos. Passada a eleição, vem a posse do tal canditado eleito, no caso, o que irá ocupar um lugar no Congresso Nacional.
A partir daí, todos voltam a ser como antes, pobres continuam pobres, ricos continuam ricos e assim por diante. Mas os deputados e senadores eleitos, permanecem lá, legislando, votando, faltando ou passeando. E nós eleitores que somos instigados a votar para que a democracia prevaleça, ficamos sem saber (a não ser os que procuram saber), como o deputado em questão trabalha dia após dia.
Os veículos que poderiam nos trazer respostas, ficam restritos a poucos. Digo poucos, pois a quantidade de lares com tvs por assinatura ou parabólicas é pífia, mínima. A tv ABERTA não deveria ser ABERTA também para assuntos políticos, para que eu pudesse saber como estão as coisas no CONGRESSO NACIONAL? Ou será que, a MASSA não precisa saber o que acontece em Brasília, já que é comprovado por a mais b que as clasess"c,d e e" são as que mais assistem televisão, e por este motivo, o fato de não termos as tvs Câmara e Senado abertas ao PÚBLICO EM GERAL, há a "exclusão boa parte dos brasileiros" no tocante a informação sobre o dia-a-dia dos nossos digníssimos deputados e senadores. Por quê?
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Notinha no jornal
Ela sofreu humilhações, foi agredida fisicamente no presídio em que esteve presa por quase 40 dias, foi taxada como perversa, louca e assassina. Resumindo: a jovem foi condenada sem direito a defesa e sem mesmo ser julgada pela justiça.
Absolvida deste crime bárbaro, a jovem disse estar satisfeita com o fato de a justiça ter sido feita. Mas merece uma indenização do estado, direito a ter espaço nos veículos de comunicação como forma de protesto e acima de tudo, ter o caso desvendado por completo. Ela foi inocentada mas o crime ainda não tem um culpado.
Espero justiça. Não somente justiça por parte do judiciário, mas sim, justiça por parte da imprense que através da linha editoral traçada neste caso, inferiu a todo instante que a jovem era muito mais que suspeita.
É isso.
Notícias...
http://200.98.194.26/blogs/planeta/files/2008/05/jornais.jpgO governo de São Paulo quer proibir que as pessoas não mais fumem em lugares públicos alegando que o "fumo passivo causa danos em dobro do que os fumantes ativos". Isoto é verdade, concordo. Mas tentar proibir deliberadamente já de demais. Não seria melhor coibir a fabricação dos cigarros? Que fechasse as empresas e não coibisse o direito que o fumante tem de fumar. Quem fuma sabe o mal causado pelo cigarro em seu organismo. Continua a fumar, pois um vício, ainda fomentado pelo "bem-estar" que a todas aquelas substâncias químicas provocam. Mas simplesmente proibir? Ora, é uma medida simplória demais.
Os arapongas estão por aí. Gravando as conversas e esperando que numa delas, um segredo, uma bomba seja assunto principal nas ligações. A transcrição feita de uma conversa entre o presidente do Supremo Tribunal Federal e um senador, não tinha nenhum "escândalo" ou algo comprometedor, mas mostrou que os grampos existem. O presidente demitiu a diretoria da Agência Brasileira de Inteligência. Foi o mínimo que poderia fazer. Das duas uma: ou algo de muito significativo foi gravado pela ABIN e ainda será revelado ou a arapongagem sem medidas, permeia nos três poderes apenas para mostrar a fragilidade deste sistema.
E o nepotismo? Contratar parentes sem concurso público é crime, é injusto e vergonhoso. Políticos fazem desta ocupação um efeito cascata empregando a família inteira. E ainda surgiu no senado uma lei propondo que cotas fossem criadas na empregabilidade de parentes. Aí já é demais! No poder judiciário, foi um sacrifício acabar com esta prática e no lesgislativo, querem enrolar até não poderem mais. Alegam que os parentes têm contas a pagar, despesas mensais e não podem ser demitidos imediatamente. Mas fica a pergunta: você que está de fora, aceitaria ou não esta marmota?
Obama ou Macain? De um lado, um negro e de outro, um branco. Um ainda é novato e o outro, cobra criada. O que dizer sobre estes dois aspirantes à presidência dos Estados Unidos? Julgam o candidato democrata pelo fato de ser negro: "Seria o primeiro presidente negro da história americana", apontam algum jornais. Ele é descendente de muçulmanos, tem nome parecido com o do inimigo número 1 do tio sam e tenta provar ser capaz de governar o país mesmo sendo considerado inexperiente. Macain foi prisioneiro de guerra, foi um dos que disse sim para a invasão americana no Iraque, conhece o sistema e tem cara de "avô perfeito". Assim como em toda eleição, aparências são fundamentais. Melhor dizendo, a imagem conta muito. A filha da canditada a vice-presidência de Macain tem apenas 17 anos e está grávida. Esta notícia caiu como uma bomba, pelo simples fato de o partido ser conservador até o fio do cabelo. Enfim, nesta eleição, por mais que o canditato tenha propóstas excelentes para salvar a economia americana e reerguer o espírito patriota, o que vai contar será mesmo o cartão de visitas: a boa e velha IMAGEM.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Quem tudo quer...
Atrelado ao clube, empresário e interesses diversos, o jogador teve de ir para o time que não queria. Não é engraçado? É como vender a alma ao diabo: vende-se a alma para conseguir algo na vida, não é bem assim que esta prática preconiza? O jogador teve o que queria (claro que não vendeu a alma ao diabo, é somente uma analogia). Foi revelado pelo Santos, e segundo consta, junto com o empresário, forçou uma saída para jogar no time "merengue" (Real Madrid) e novamente, queria sair do clube em que jogava para atuar num outro clube de outro país.
E a tática deu errado. Mas será bem remunerado por ser integrante do time de Manchester. Não era que o que realmente queria, mas continuará jogando e mostrando todo o telento e malandragem, no bom sentido da palavra agora, nos campos ingleses.
Boa sorte Robinho.
Segunda é dia de Esporte
Então vamos lá: meu time do coração (Palmeiras), quase deixa de vencer a partida contra o Atlético/PR porque o árbitro interpretou erroneamente o lance que originou o pênalti. E o cidadão que cobrou o pênalti, aderiu e ainda por cima, aumentou o tempo da tal "paradinha". Ele ajeitou a meia, coçou a cabeça, arrumou a bermuda, pensou na família e por último, cobrou o pênalti. Ora, aquilo não foi uma "paradinha", estava mais para parada militar de 7 de setembro.
O Grêmio ainda é líder do Brasileirão, mas meu verdão vem logo em seguida. Então: te cuida tricolor do Rio Grande.
O Corinthians continua sendo o 21º do campeonato. Se o tme não subir para a divisão de elite, é melhor partir para outros esportes.
E o Robinho... tentou ir para time treinado pelo Felipão e recebeu um sonoro "não" da diretoria do Real Madrid. Tentou forçar uma situação e novamente a tentativa foi para o beleléu. E agora fica a pergunta: qual será a retaliação que o jogador vai sofrer no clube? Vai entrar aos 46 do segundo tempo em todos os jogos? Vai ficar de fora dos clássicos? A corda sempre arrebenta para o lado mais fraco.
Vai dar Nadal e Federer novamente numa final de Grand Slam? Teremos algum brasileiro se destacando no futebol internacional? Veremos um brasileiro novamente ser campeão da Fórmula Indy? Bom, respostas na próxima semana.
E só para constar: meu blog foi criado depois das Olimpíadas, mas não poderia deixar de tecer um pequeno comentário sobre a atuação da nossa delegação: aqueles que acreditam que a atuação do Brasil em Beijing foi razoável (medíocre), nunca pegaram numa bola, se esforçaram fisicamente ou treinaram oito horas por dia. São homens fora do peso, engravatados e muitos nem conhecem algumas modalidades esportivas. E os meros mortais que também criticaram a delegação brasileira por conta de erros, frustrações dos esportistas e falta de competitividade deles para com atletas de alto-nível, fica a reflexão: "os atletas que competiram, são os melhores que o Brasil produz. Se não obtiveram resultado, a culpa é do próprio país que não investe em outras modalidades a não ser o futebol, e não massificam determinados esportes, pois da quantidade é que se retira a qualidade. E todos os medalistas, de alguma forma, tê pratrocínio próprio e podem treinar em nível de excelência, ao contrário de muitos, que penam, sofrem e ainda por cima, foram taxados de meros participantes ou mesmo figurantes para que as estrelas (os competidores de alto-nível) aparecessem.
É isso.
domingo, 31 de agosto de 2008
Prazo de Validade
As indústrias de alimentos sabem que tais produtos têm uma vida já estabelecida por conta dos ingredientes contidos. Resumindo, são produtos perecíveis. Por meio do cheiro, gosto ou mesmo aspecto, é fácil identificar se o produto não serve mais para p consumo. Haja visto que frutas, verduras e legumes, por exemplo, muitas vezes não são "marcadas com a data de validade".
Será que o prazo de validade também é cabível em nossa vida? Será que sabemos que uma relação amorosa ou mesmo de amizade está com tal prazo de validade vencendo? E como identitificar tal questão?
Sinais e indícios de que uma relação não vai bem e está próxima de "estragar" são dadas em determinados momentos. Porém, o ser humano é complexo. Não é algo fabricado com função específica. Os ingredientes são variados, podendo ter um prazo de validade diferente um do outro.
Não dá para carimbar um prazo limite para a vida útil de um namoro, casamento ou amizade. Mas seguindo os exemplos dos alimentos, é necessário acompanhar o dia-a-dia destas relações para que saibamos quando há o desgaste, o desencanto ou melhor, quando a validade está vencida. Sabemos que ao ingerir alimento vencido, este pode ocasionar danos ao nosso organismo assim como, ao notarmos que a relação não merece continuar já que sabemos o quanto poderemos penar se persistirmos com ela.
Agora eu pergunto: "sabemos mesmo identificar quando uma relação está com o prazo de validade vencido"? Complicado.
A construção do que somos
http://warezblog.nireblog.com/blogs/warezblog/files/hannibal-origem-do-mal-poster02.jpgO filme Hannibal - A origem do mal , mostra a história de um garotinho inofensivo e carinhoso que vivencia momentos de alegria até que sua família é obrigada a se retirar do local em que moram por conta da perseguição aos judeus. Eles fogem para uma casa teoricamente longe de qualquer perigo. Uma tropa aliada avista a casa e pede que os habitantes lhes dêem suprimimentos. Uma ataque aéreo dos nazistas inicia o embate entre os soldados "do bem contra os do mal". Tiros e explosões a parte, a família, exceto a irmãzinha de Hannibal, morre durante o confronto vítimas de tiros perdidos. Sozinho em casa, o garotinho tenta cuidar da irmã como pode. Bandidos avistam a tal casa e entram. Vêem que somente dois meninos estão na residência. O frio aumenta e as chances de sobrevivência tanto dos irmãos como a dos bandidos, tornam-se pequenas. Com fome e sede, os bandidos não pensam em outra alternativa: comer a garotinha.
A partir de então, Hannibal, o bonzinho, o carinhoso cresce e ganha personalidade macábra, psicopática. Nos três primeiros filmes, há um Hannibal inteligentemente perverso. Neste filme, a intenção foi justificar os atos cometidos pelo canibal através da narrativa de sua biografia. Um filme como se diz, de trás para frente, linguagem conhecida como "pirâmide invertida".
Ora, será que os fins justificam os meios? O fato de vivenciar uma cena chocante modifica por completo nossa personalidade? Ou algo intrínseco existe e que por motivos quaisquer, aflora em nosso corpo, em nosso cérebro e a partir de então, toma forma e alma?
Traumas, dores profundas, visões impactantes, podem modificar para sempre a vida de qualquer um. Porém, se estivermos sugestionáveis para que estes momentos mais aquilo que co-existe em nosso interior, nos mofificará para sempre?
E uma outra teoria: dizem que ao adotarmos uma criança, não sabemos se ela nasceu com defeito de fábrica ou melhor, com algum desvio genético, por conta de sua origem. Ora, mas ao ser criada pelos pais adotivos, valores sejam eles bons ou maus, serão repassados para a criança e a pergunta que não cala: o que somos hoje, advém do que já somos internamente ou agrega-se a isto, tudo o que o ambiente nos cerca e sendo algo bom ou ruim, ativa em nosso interior, o que se pode chamar de contra-ataque a estes momentos?
Difícil, hein?
sábado, 30 de agosto de 2008
Braveheart - Lições para a Vida
http://img124.imageshack.us/img124/7040/braveheart1awkr1.gifO que o personagem quis dizer com esta colocação é simples: o final todos sabem, mas até chegramos ao fim da linha, a maioria deixa-se privar de tudo o que sonhou, desejou e esperançou pelo simples motivo de não arriscar com medo de errar, falhar ou ser julgado.
No filme, Wallace luta pelos seu ideias até a morte e mesmo depois dela, sua memória é lembrada. Ele seguiu seus ideiais não obstante a traições e conspirações contra sua vida. Foi até o fim com o mesmo pensamento. Poderia ele ter desistido e se rendido aos domínios do rei? Sim, poderia. Mas seria um ato contraditório a tudo aquilo que sempre sonhou para si e para seu povo: a liberdade.
Voltando ao núcelo da frase, viver é bom desde que seja para trilharmos nossos caminhos e no fim da estrada dizer que "valeu a pena". Acredito que Wallace tenha pensado isto antes de ser decapitado: "Valeu a pena ter vivido, pois fiz o que achava que deveria ter feito".
E você, você vive de FATO? Ou apenas RESPIRA?
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Novo Mundo
A internet é o veículo de comunicação em que as informações se propagam rapidamente. Por esta razão, navegamos às vezes sem rumo certo, podendo até nos perder diante das possibilidades que ela nos apresenta.
Quando decidi criar este blog, queria um nome de acordo com o que realmente sou: uma cabeça pensante. E um espaço onde eu pudesse expôr minhas indéias, expurgar aquilo que sinto sem muito pudor, é justamente aqui, num blog.
Assuntos da atualidade, como política, economia, esportes, variedades e críticas diversas, serão postadas aqui. Além de temas que gosto como roteiros de cinema em que farei um contraponto com a vida cotidiana e os conflitos existentes.
Espero atualizar com aciduidade, e principalmente, que aqueles que visitarem o blog, comentaem os assuntos e se gostarem (espero que gostem) indiquem o blog a outros que assim como eu, não param de pensar sobre tudo. Tudo mesmo.


