http://warezblog.nireblog.com/blogs/warezblog/files/hannibal-origem-do-mal-poster02.jpgO filme Hannibal - A origem do mal , mostra a história de um garotinho inofensivo e carinhoso que vivencia momentos de alegria até que sua família é obrigada a se retirar do local em que moram por conta da perseguição aos judeus. Eles fogem para uma casa teoricamente longe de qualquer perigo. Uma tropa aliada avista a casa e pede que os habitantes lhes dêem suprimimentos. Uma ataque aéreo dos nazistas inicia o embate entre os soldados "do bem contra os do mal". Tiros e explosões a parte, a família, exceto a irmãzinha de Hannibal, morre durante o confronto vítimas de tiros perdidos. Sozinho em casa, o garotinho tenta cuidar da irmã como pode. Bandidos avistam a tal casa e entram. Vêem que somente dois meninos estão na residência. O frio aumenta e as chances de sobrevivência tanto dos irmãos como a dos bandidos, tornam-se pequenas. Com fome e sede, os bandidos não pensam em outra alternativa: comer a garotinha.
A partir de então, Hannibal, o bonzinho, o carinhoso cresce e ganha personalidade macábra, psicopática. Nos três primeiros filmes, há um Hannibal inteligentemente perverso. Neste filme, a intenção foi justificar os atos cometidos pelo canibal através da narrativa de sua biografia. Um filme como se diz, de trás para frente, linguagem conhecida como "pirâmide invertida".
Ora, será que os fins justificam os meios? O fato de vivenciar uma cena chocante modifica por completo nossa personalidade? Ou algo intrínseco existe e que por motivos quaisquer, aflora em nosso corpo, em nosso cérebro e a partir de então, toma forma e alma?
Traumas, dores profundas, visões impactantes, podem modificar para sempre a vida de qualquer um. Porém, se estivermos sugestionáveis para que estes momentos mais aquilo que co-existe em nosso interior, nos mofificará para sempre?
E uma outra teoria: dizem que ao adotarmos uma criança, não sabemos se ela nasceu com defeito de fábrica ou melhor, com algum desvio genético, por conta de sua origem. Ora, mas ao ser criada pelos pais adotivos, valores sejam eles bons ou maus, serão repassados para a criança e a pergunta que não cala: o que somos hoje, advém do que já somos internamente ou agrega-se a isto, tudo o que o ambiente nos cerca e sendo algo bom ou ruim, ativa em nosso interior, o que se pode chamar de contra-ataque a estes momentos?
Difícil, hein?
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