Quinta-feira é dia de comentar uma letra de música e a partir dela, traçar um paralelo com a vida real. Diferentemente do dia de amanhã, em que o texto é reflexivo mas parte de algo existente e não de uma ficção.
Um letrista muito conhecido chamado Lenine, numa de suas canções, chamada "É o que me interessa", aponta que, pretende estar cercado só de quem lhe interessa. Claro que a música não é sobre ele (pode até ser, mas como não tenho certeza disto, prefiro inferir que trata-se de outro sujeito). A letra completa pode ser encontrada em sites especializados. Mas o que me chamou a atenção foi justamente este trecho: "quando eu olhar pro lado, eu quero estar cercado, só de quem me interessa".
Quantos de nós temos o privilégio de somente estarmos cercados de pessoas que nos interessam? Será que ao invés disto, nós aturamos muito dos que nos rodeiam?
Acredito que o autor tenta retratar uma relação utópica dos seres humanos. Ao mesmo tempo em que reafirma que as pessoas entram em nossa vida porque nos interessamos por elas, e que de certa forma há uma identificação estreitando os laços de amizade.
E quando a vida já nos dá pessoas que serão parte integrante do nosso dia-a-dia, sem que possamos escolher? Pais, irmãos, chefes, professores, colegas de trabalho. Não os escolhemos, mas estão em nosso caminho. E de acordo com a música, devemos então nos afastarmos destas pessoas? Mais para frente a letra sugere: "sussurre em meu ouvido só o que me interessa". Ora, então devemos ser como aquela bruxa inimiga mortal da Branca de Neve que tinha no espelho, seu MELHOR AMIGO e que dizia apenas o que ela queria ouvir. Mas quando este, contrariou a vontade da bruxa, tornou-se seu desafeto.
Não estou criticando o letrista, pelo contrário. A música é brilhante, pois sintetiza muito do que somos e queremos para o nosso cotidiano. Somente elojios, aplausos. Quando existe a crítica ou uma "verdade" dita, às vezes não queremos escutá-las e rebaixamos aquela pessoa para o segundo escalão do círculo de amizades.
A vida é composta da relação interpessoal e não de interdependência. Não se pode deter a atenção de todos ou mesmo, por mais amiga que aquela pessoa seja, ela deva somente dizer o que queres ouvir, e voltando a idéia inicial do post, cercar-me de quem e do que me interessa, é impossível. A necessidade não nos permite ver tv o dia todo, viajar, passear. É claro que existem pessoas com esta mentalidade. Coitadas, pois ainda vivem no conto de fadas.
Um letrista muito conhecido chamado Lenine, numa de suas canções, chamada "É o que me interessa", aponta que, pretende estar cercado só de quem lhe interessa. Claro que a música não é sobre ele (pode até ser, mas como não tenho certeza disto, prefiro inferir que trata-se de outro sujeito). A letra completa pode ser encontrada em sites especializados. Mas o que me chamou a atenção foi justamente este trecho: "quando eu olhar pro lado, eu quero estar cercado, só de quem me interessa".
Quantos de nós temos o privilégio de somente estarmos cercados de pessoas que nos interessam? Será que ao invés disto, nós aturamos muito dos que nos rodeiam?
Acredito que o autor tenta retratar uma relação utópica dos seres humanos. Ao mesmo tempo em que reafirma que as pessoas entram em nossa vida porque nos interessamos por elas, e que de certa forma há uma identificação estreitando os laços de amizade.
E quando a vida já nos dá pessoas que serão parte integrante do nosso dia-a-dia, sem que possamos escolher? Pais, irmãos, chefes, professores, colegas de trabalho. Não os escolhemos, mas estão em nosso caminho. E de acordo com a música, devemos então nos afastarmos destas pessoas? Mais para frente a letra sugere: "sussurre em meu ouvido só o que me interessa". Ora, então devemos ser como aquela bruxa inimiga mortal da Branca de Neve que tinha no espelho, seu MELHOR AMIGO e que dizia apenas o que ela queria ouvir. Mas quando este, contrariou a vontade da bruxa, tornou-se seu desafeto.
Não estou criticando o letrista, pelo contrário. A música é brilhante, pois sintetiza muito do que somos e queremos para o nosso cotidiano. Somente elojios, aplausos. Quando existe a crítica ou uma "verdade" dita, às vezes não queremos escutá-las e rebaixamos aquela pessoa para o segundo escalão do círculo de amizades.
A vida é composta da relação interpessoal e não de interdependência. Não se pode deter a atenção de todos ou mesmo, por mais amiga que aquela pessoa seja, ela deva somente dizer o que queres ouvir, e voltando a idéia inicial do post, cercar-me de quem e do que me interessa, é impossível. A necessidade não nos permite ver tv o dia todo, viajar, passear. É claro que existem pessoas com esta mentalidade. Coitadas, pois ainda vivem no conto de fadas.
2 comentários:
Meeeuu...
tudo é relativo né???
é claro que sempre vamos querer por perto quem mais amamos, como amigos, irmãos, pais, avós....
Acho q de certo ponto, somos egoístas!
rs...só queremos o bem perto, que o mal fique no pé!
Mas bem q uma pitada de maldade de vez em quando é bom né?
rs...
ui
Beijoosss...
Evertoooon, querido!!! Muito obrigada pelo comentário no meu blog, adorei... E tenho coisas a acrescentar sobre o que você postou, mas direi tudo no próximo texto do meu blog!
Adorei a idéia de toda quinta-feira comentar uma música! Eu particularmente adoro o Lenine... QuanTo ao trecho "quando eu olhar pro lado, eu quero estar cercado, só de quem me interessa", digo que racionalmente e indo ao ponto mais egoísta do ser humano, é exatamente o que pensamos. Mas, nesse caso, devemos levar em conta a subjetividade e a poética da música. Isso é musicalidade, brincar com palavras e tocar sentimentos.
Por natureza o ser humano é egoísta sim, adoraríamos sim conviver apenas com quem gostamos... Mas isso não é possível, e vem daí a riqueza das relações. Aprender com os outros, aprender a conviver, aprender a se portar com quem não gostamos e por aí vai... É a riqueza do monstro de infinitas faces que é o ser humano. Acho lindo! ahahah
Beijo!!!
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