Fim do horário eleitoral gratuito. É momento de analisar friamente quais foram as propostas feitas nesse meio tempo e separar o joio do trigo: as escalefobéticas das plausíveis; as impossíveis de serem cumpridas das reais; a conversa fiada da vontade de governar. E no fim das contas, os que são eleitos pelo povo, representam o que o povo é. Não necessariamente todos, mas sim, a maioria que os elegeu. Portanto, usar o voto,o único direito adquirido que nos faz realmente termos um espírito de decisão, não é apenas o simples fato de apertar os botões e a tecla confirme. É muito mais que isso: precisamos exercer o poder de destituir ou prorrogar um governo; eleger alguém com as mesmas convicções que a nossa (espero que todas elas sejam as melhores possíveis), mas acima de tudo, colocar na câmara e na prefeitura de nossa cidade, políticos honestos, trabalhadores, empenhados em mudar e melhorar e vida do povo.
Em Política, o autor Marcelo Torca firma:"nós somos políticos". E é vero. O dicionário Silveira Bueno define política como "ciência do governo dos povos; arte de dirigir as relações entre os Estados; diplomacia; astúcia; maneira hábil de agir", confirmando pois, o verso da música em questão. E se pararmos para pensar, não é preciso ser candidato a nada para fazer algo para uma cidade. Diplomacia: política de boa vizinhança e ética nas relações intersociais. Astúcia: artifício para conseguir algo, seja bom ou não. Maneira hábil de agir: quais os meios utilzados para ser um bom diplamata, um bom astuto ou mesmo, um cidadão.
Vivenciamos regimes políticos dentro de casa (uns tem pais autoritários e outros, democratas); na escola, na igreja, no trabalho. E política também é arte de persuadir, de convencer e conquistar apoio, alianças e simpatia de todos. "Seja conversando num barzinho, seja conversando em casa. Seja conversando por conversar, estamos defendendo interesses e idéias", diz a letra.
Na escola, o representante da classe é eleito pelos colegas da turma e este, por mais que não seja coligado, tem um partido: o partido dele. As propostas que fez ou mesmo, algo subjetivo, como simpatia e popularidade o levaram a tal posição. Para você ver que desde sempre somos insitgados a escolher, analisar, votar e vivenciarmos consequências positivas ou não com nosso voto. É a tal política em prol do coletivo. O que o eleito faz, afeta diretamente seu eleitorado (ou não).
Está tudo muito bom, tudo muito bem. A pessoa foi eleita pelo voto direto, algo "Reconquistado" e que nos deixa saltitantes de alegria. A minha, a sua e a nossa opinião, fazem a diferença no processo. Mas... quando o poder, o estar no topo, por cima da carne seca, vendo tudo lá do alto, toma conta do bom moço? Aí, todo cuidado é pouco. Quando a ganância em permanecer sentado naquela a cadeira comfortável é mais presente que as boas intenções daquele ser que só queria ajudar, o bicho pega. E quando o sistema se corrompe e corrompe o tal "homem de boas intenções? Ou será o inverso: o homem corrompe o sistema que é feito pelo homem. "A política não é corrupta, pois a corrupção é feita por bandidos", comenta o compositor. Somos 190 milhões e poucos são os ladrões. Mas não é comum dizermos todos na política são bandidos? Que falta de sorte a nossa. Ué, mas quem os colocou no poder foram nossos votos.
Calma, calma. Quando você vai em algum jantar garanto que coloca sua melhor roupa. Quando sai com a pessoa amada quer impressionar. Políticos ladrões são pessoas de mau caráter que vendem em minutos, uma imagem de santinhos. Detalhe: o folhetinho que recebemos em faróis, por exemplo, chama-se de santinho.
"Quando pensamos em benefícios coletivos, temos uma política coletiva onde os interesses de várias pessoas superam os interesses de um indivíduo", palavras do autor que já foram parcialmente inseridas neste texto. Infelizmente, por estarmos mal informados sobre as propostas dos candidatos, por sermos enganados pelo Tele Prompter, pela foto bonita e dizeres belos saídos de uma boca treinada, às vezes votamos errado e pagamos o pato. Culpa nossa em não votarmos certo? Isso não sei.
Conhecer as propostas e as inteções dos candidatos, ainda mais agora que estão próximos de nossos bairros é primordial. O voto consciente, com sabedoria tem o mesmo peso sobre o voto errado e inconsequente. Porém, este peso na balança poderá ser bom ou ruim. Vai depender do resultado final e o MEU VOTO E O SEU VOTO, FAZEM SIM, TODA DIFERENÇA.