sábado, 11 de outubro de 2008

De boas intenções...

Pensamento positivo, boas vibrações, boas intenções. Acredito 100% que somos capazes de mandar energias positivas para qualquer situação, ocasião. "Nossa, que tempo feio. Só chove, faz frio". A oração entre aspas é de alguém pessimista, agorenta, mas a pessoa com pensamentom positivo diria:" mas amanhã vai fazer um dia de sol. Até vai dar para pegar uma corsinha".

O tema do post é sobre como nossas vibrações influenciam nosso dia, nosso trabalho, estudo, relações interpessoais. Pessoas pessimistas, que só nos colocam para baixo devem ser banidas do nosso convívio, ou mesmo, serem ignoradas. Me atrevo a dizer que são pessoas mal amadas.

Só que de boas intenções o inferno está cheio. Não adianta apenas tê-las. É preciso colocar a teoria para funcionar. Se o importante é competir, não fique bravo se você perdeu; se a pessoa ao lhe entregar um presente disser que "é só uma lembrancinha mas é de coração", não fique puto ao abrir o pacote e se tratar de um jogo de cante e lapiseira; se tudo estiver dando errado e alguém lhe disse que "só não se dá jeito para a morte", não pense que a tal pessoa está gozando com a sua cara.

Devemos sim, pensar que tudo vai melhorar, que vai passar. Temos que acreditar nisto, senão a coisa vai degringolar e aí, já era.

Eu acredito que podemos sim, mandar boas vibrações através das nossas mãos. Que nosso cérebro pode trabalhar em favor de um bem maior. E o que vale mesmo, é a intenção.

Veja você: o site do Santuário Nacional de Aparecida oferece fiél o ícone chamado "Vela Virtual" em que o internauta deve clicar em "acender vela". Ele então, deve preencher um cadastro e escrever a intenção pela qual aquela vela virtual será queimada. A duração desta vela é de uma semana e o internauta pode ao longo dos dias, por meio de um código, verificar o quanto a vela virtual já queimou. Até este momento, a parte em que há a chance de procurar outras velas acesas de outros fiéis saiu do ar. Talvez um volume muito alto de pessoas estejam fazendo a mesma coisa: acendendo uma vela virtual para Nossa Senhora Aparecida.

Ora, mas o barato não é ir até o local, acender a vela e fazer uma prece? Será que o pedido de oração feito por meio da vela virtual terá menos valia que fazê-lo no local, naquele clima religioso, inalando aquele odor de velas e mais velas derretidas? Mas o que vale não é intenção? Então para quê se confessar com o padre sendo que Deus vê tudo o que fazemos de errado? Hein?

Para constar, o site é http://www.santuarionacional.com/

Fico no aguardo de comentários sobre este assunto.

Até mais.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Não pertencemos à ABNT

Não gosto de títulos que expliquem por completo um texto escrito. Mas é interessante, neste caso, a reflexão partindo do significado das quatro letras em questão. ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas. Calçadas, casas, peças, produtos, metragem...um tantão de coisas, como diz minha sobrinha, são obrigatoriamente padronizados de acordo com a tal da ABNT. Por qual motivo? Simples. Para que tudo esteja no padrão.

Gosto sempre de citar a definição das palavras a fim de elucidar o contexto de um comentário. Vamos lá: segundo o dicionário Silveira Bueno, padronização significa igualamento; realização em série usando o mesmo padrão (modelo oficial de pesos e medidas legais; modelo; desenho de estamparia); o mesmo modelo.

O papel da ABNT é ser o guia oficial sobre produtos fabricados ou mesmo construções feitas para que nada saia descompassado, fora da metragem e das exigências internacionais.

E o 'kiko'? Bom, está mais do que óbvio o assunto principal deste post. Igualamento de acordo com o mesmo dicionário é a qualidade de ser igual, nivelamento. Não quero fazer juízo de valor. Hoje vou apenas expor situações e panoramas do cotidiano. Para ser modelo, a garota além de ser linda, deve ter requisitos que a façam seguir na carreira. Um engenheiro precisa calcular com exatidão e elaborar um projeto condizente com as normas oficiais, senão a obra é embargada e há sanções sobre tal profissional. Um operário numa indústria de automóvel, precisa aperta um parafuso naquele momento, naquela posição ou algo pode ocorrer futuramente com o carro a ser produzido. Enfim, a padronização e o igualamento servem para: sobrevivência num mercado de trabalho; segurança e produção em série estruturada. E na vida real?

Somos feitos de carne, osso, água e alma. Não somos um produto final de uma fábrica e nem mesmo uma casa. O nosso fim existe cada vez que dormimos. Esperar, obrigar, taxar, normalizar alguém de acordo com aquilo que julgas ser um padrão de vida, de vivência, comportamental e/ou religioso é olhar para o próprio umbigo se achar presidente da ABNT, alguém que checa, analisa, avalia e aprova.

Ora, já pensou se todos fossem normalizados? Todo mundo igual, pensando e agindo da mesma forma. Por isso que as tribos se formam. São pessoas "padronizadas" e ao mesmo tempo excluídas, e por quem? Pelos que concluem que góticos, emos, clubers, patricinhas, mauricinhos, gays, lésbicas, carolas, fanáticos, esportistas, modelos, favelados, negros, deficientes, não fazem parte da cartilha de normas por eles escrita.

Vivemos uma apartheid glamurisada pelo simples fato julgar com este ou com aquele não devo dirigir a palavra ou cumprimentar.

Século XXI minha gente, cuidemos de nossas vidas, sejamos libertos das amarras do pré-julgamento; preguemos o fim das normas por nós construídas.

Não quero que o mundo seja uma baderna, anarquia, amoral. Quero que as pessoas intruduzam a ética em suas relações, pensamentos, ações, comportamentos. E não sejam hipócritas, mesquinhas, indesejáveis (aliás, assisti a um comercial português em que uma mulher branca senta-se ao lado de um negro dentro do avião e pede para a aeromoça encontrar outro lugar, pois não queria ficar ao lado de um negro. A aeromoça disse que conversaria com o comandante para acabar com o impasse. Ela retorna e diz que era inadmissível alguém permanecer ao lado de um ser desprezível e repugnante e que uma poltrona na primeira classe estava vazia. Ao final ela diz: senhor, me acompanhe até a primeira classe).

Até mais.